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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Virrata, o "híbrido" da Saucony

De todas as grandes marcas de tênis que lançaram tênis minimalista ou aplicaram esses conceitos na linha, a Saucony foi a mais sentiu o "baque" da nova tendência. "Baque" no sentindo de que a marca decidiu rever conceitos defendidos por ela mesmo e fez uma mudança completa em sua linha. Eu conversei com um executivo da marca aqui no Brasil e ele me disse que essa mudança foi de baixo para cima.

Os pesquisadores e designers foram convencer os desde os gerentes até o presidente da marca da necessidade de mudar alguns parâmetros dos tênis e o primeiro fruto veio com a queda do drop de todos os tênis da marca. Agora, nenhum tênis da Saucony tem um drop maior do que 12 mm (na verdade, só os modelos de entrada tem esse drop) e agora é possível saber a diferença de altura entre o calcanhar e a ante-pé pois está impresso na palmilha dos tênis (12 mm, 8 mm, 4 mm e 0 mm).

O Saucony Kinvara foi o primeiro tênis da Saucony que apresentou um drop de 4 mm e é hoje o tênis mais vendido da marca americana, ultrapassando o Triumph. Depois apareceu o Hattori, um verdadeiro minimalista, com cabedal super-fino, muito flexível, leve e drop zero.

Boxe

Agora é a vez do Virrata, que considero um híbrido entre o Hatorri e o Kinvara. Teoricamente é um tênis minimalista, pois é bem flexível, leve e também é drop zero. Mas observando bem o tênis, percebe-se que ele está mais para um "upgrade" do Kinvara. Seria quase um Kinvara "drop zero", digamos assim. Até o desenho da forma, que não é muito larga, é bem parecido com o do "irmão mais velho". Mas essas semelhanças param por aí. O Virrata é mais leve (184 gramas contra 221 g), o tecido do cabedal é bem mais fino, respirável e o solado é bem diferente e muito mais flexível.

Eu tive o privilégio de ser um dos primeiros a botar as mãos, quero dizer, os pés no Virrata aqui no Brasil e fui pegá-lo na sede da Saucony, à convite da marca (foto à esq.). Fiz apenas dois treinos com ele, mas posso dizer que mesmo sendo muito espesso (18 mm) para o meu gosto pessoal (prefiro algo menor que 12 mm), o tênis é permite que se corra adequadamente com o ante-pé no início da pisada sem causar desconfortos. Acho que a Saucony vai acertar em cheio aqueles que se interessam por minimalismo, mas ainda não estão preparados ou não querem correr com pouco amortecimento.

Vou inserir o Virrata no meu rodízio de tênis e depois escrevo mais sobre ele. Ele começará a ser comercializado em março e custará R$ 349,90.

Outra coisa que mudou na Saucony é a categoria. Ao invés de "minimalista", a marca chama a linha de "Natural Series" (opa, gostei!). A linha será completada com o Mirage 3, que é o tênis de estabilidade dessa série. Ele tem 4 mm de drop e é um pouco mais pesado (246 g) que o Virrata e o Kinvara.

Veja as fotos de divulgação do tênis:

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mizuno vai trazer o Wave Universe de volta ao Brasil

O Mizuno Wave Universe (foto) foi lançado mundialmente no primeiro semestre de 2008 e chegou a ser vendido no Brasil (por R$ 499). Era chamado de "tênis mais leve do mundo", pois pesava apenas 99 gramas (tamanho 40). A Mizuno deu sequencia ao Universe no exterior mas as edições subsequentes não desembarcaram por aqui.

No início do "movimento" minimalista, pelos idos de 2009, eu lia que muitos corredores estavam usando o Universe para competições, por causa do seu peso pena, pouquíssimo amortecimento para os padrões da época e flexibilidade. Eu lia e ficava apenas na esperança de vê-lo novamente nas prateleiras brazucas.

Na terça-feira, fui no show-room da Mizuno (em que tive a oportunidade de colocar o EVO Levitas no pé - um dos minimalistas que a marca japonesa lançará no Brasil em fevereiro - leia aqui) e tive uma grata surpresa: a edição 5 do Universe será lançada do Brasil! Tá bom, Sérgio, cadê a foto do novo Universe? Não tenho. É regra de show-room: não se pode fazer foto de nenhum produto. Às vezes não será aquela cor que estará na coleção, pode haver mudanças de última hora nos modelos, etc. Foi por isso que coloquei a foto do único Universe que foi vendido no Brasil...

Mas peguei o tênis na mão (o modelo era feminino 37) e ele é é incrível. O cabedal, com grafismos modernos, parece feito de até papel, de tão fino que ele é. Não levei meu paquímetro, mas se ele seguir os passos do quarta edição, deve ter 4 mm de drop, mas perdeu um pouco de peso e, segundo o pessoal da marca, o número 40 pesa apenas 89 gramas.

A única notícia ruim é que a previsão de chegada do modelo para o Brasil é setembro. Paciência! Vamos ter que esperar até lá.

 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Por que o Nike Free não é drop zero?

Quem já leu "Nascidos para Correr", do jornalista Christopher McDougall conhece a história da criação do Nike Free. Resumidamente, alguns consultores da Nike foram à pista de atletismo da equipe da Universidade de Stanford, que treinava sob tutela de Vin Lananna (um dos técnicos mais vencedores da liga universitária americana), para assistir às práticas e colher feedback dos atletas em relação aos produtos da empresa.

Terminado o treino, todos os atletas tiraram seus tênis/sapatilhas e foram para a parte interna da pista e fizeram o trote de desaquecimento descalços na grama.

Os consultores da Nike, que patrocinam o time de Stanford, perguntaram meio sem graça "O que acontece? Não mandamos tênis o suficiente para vocês?". A resposta de Vin Lananna foi mais ou menos o seguinte: "Não tenho como provar isso, mas eu acredito que quando meus atletas fazem isso, eles correm mais rápido e se lesionam menos". O consultores levaram essa conversa para os headquarters da Nike, que acabou criando o Free.

Aliás, esse história de atletas correrem descalços na grama após os treinos de qualidade é coisa muito antiga e tradicional entre a elite. Meu técnico, Wanderley de Oliveira me falou que todos faziam isso na Europa nos anos 1980. O fotógrafo Tião Moreira, que já foi um tremendo corredor, me falava que o técnico dele também mandava todo mundo tirar o tênis e correr descalço na grama para eliminar a energia "estática".

Mas então por que o Free nunca teve uma versão drop zero? Simples. Todos os estudos de biomecânica feitos para o desenvolvimento do tênis foram feitos com pessoas correndo descalças na grama. A grama é um terreno macio e ameniza o impacto causado pela pisada que começa pelo calcanhar. Portanto, quem usa o calcanhar para iniciar a pisada e corre descalço na grama, dificilmente muda esse padrão de pisada. Só para ser mais exato, drop zero é quando o tênis não tem diferença de altura entre o calcanhar e a frente dos tênis.

De qualquer forma o grau de dorsiflexão do tornozelo é menor, como se vê na foto, mas a pisada não começa com o antepé. (Leia a brochura completa da época de lançamento do Nike Free clicando aqui)

Free

É por isso que não se cogitou tirar totalmente o salto do tênis. A única coisa que me intriga é por que os estudos não foram feitos com outras superfícies? De qualquer forma, o Free foi o primeiro tênis que foi feito pensando no funcionamento adequado do pé e foi feito à frente de seu tempo e quando foi lançado, em 2004, foi pouco compreendido. A própria Nike morria de medo que as pessoas se machucassem usando o tênis, tanto que recomendava que as pessoas o usasse apenas para fortalecer os pés e que não que fosse usado com muita frequência. Eu lembro que a caixa do Free vinha até com um plano de treinamento para que o uso do modelo fosse gradual.

O Free influenciou muitos minimalistas que vemos hoje em dia como as características de flexibilidade, segmentação do solado e forma larga. Até os modelos convencionais da Nike tem algo do dele.

A única coisa que não posso entender é o por que a Nike não dá um passo adiante nesse história de minimalismo e lança um Free drop zero. Penso aqui com os meus botões, que no momento em que ela fizer isso e usar a sua "fabulosa máquina de marketing", acho que a mesa vira de vez para o lado dos minimalistas de verdade. Isso se é que ela não anda preparando algo para o futuro. Será?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

GoBionic, o minimalista da Skechers, chega ao Brasil

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Eu já tinha feito um post sobre o GoBionic assim que começaram a pingar informações sobre o modelo no exterior (clique aqui).

Aproveitei que uma amiga estava nos EUA e pedi para que ela trouxesse um para mim. A Skechers já tinha ganhado certo corpo do que diz respeito aos tênis de performance ao lançar o Gorun, que o atleta norte-americano Meb Keflezighi adota em seus treinos e competições. O amigo e companheiro de Contra-Relógio, André Savazoni se qualificou para a Maratona de Boston usando um deles.

[caption id="attachment_2525" align="alignleft" width="194"] Foi na Asics Golden Four de Brasília onde bati meu recorde pessoal em meia-naratona (1:34:20). Foi a primeira prova em que usei o GoBionic.[/caption]

O tênis chegou no início de setembro  e gostei bastante. Ele é drop zero (nenhuma diferença de altura entre o calcanhar e a frente do pé), super-flexível, tem uma forma hiper-larga, é leve (180 g - Us 10) e com apenas 11,5 mm de EVA no solado.  O tênis traz com uma palmilha bem fina (1,7 mm), que ao ser removida, melhora bastante a  resposta dos pés em relação às variações de terreno. O único aspecto negativo é que há algumas costuras nessa região o que torna inviável correr sem usar meias quando o tênis está sem as palmilhas.

Um aspecto positivo no GoBionic é que o solado é segmentado de tal forma que permite que ele seja flexível não só de trás para frente e vice-versa, mas também de lado,  permitindo a rolagem da pisada de ante-pé seja  o mais suave possível. A pisada usando a técnica natural é feita começando com o ante-pé, mas não chapando o pé no chão, e sim, começando o contato ligeramente por fora e depois rolando o pé para dentro.

A espuma EVA usada pela Skechers (Resalyte) é bem maleável a ponto de não causar aquela sensação de almofada de baixo dos pés e o corredor deve tomar os mesmos cuidados que tem quando se corre descalço ou com um minimalista como os Vibram Five Fingers, pois as pedras mais pontudas conversarão com o seu pé.

O GoBionic, que custa R$ 349 e começa a ser vendido este mês no Brasil, entrou para o time oficial de revezamento dos calçados que uso - VFF KSO e Luna Sandals (quando não uso nada nos pés, é claro).

Mais informações no site da Skechers.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Clínica de tênis minimalistas e corrida descalça



Já faz algum tempo que venho amadurecendo a ideia de organizar uma Clínica para aqueles corredores que se interessam ou já correm com tênis minimalistas ou mesmo descalço.

A maioria dos leitores deste blog sabem que estou "nessa história" de correr descalço ou com tênis mínimos há cerca de 3 anos e nesse período li, pesquisei e experimentei vários tipos de calçados em treinos e provas. A ideia que eu tenho por trás da Clínica é de poder ter a oportunidade de ajudar as pessoas que estão interessadas em correr com esses tipos de calçados ou sem nenhum mesmo. Os que estão iniciando poderão aprimorar sua visão sobre o assunto e obter dicas valiosas para que sua transição não venha acompanhada de lesões inesperadas.  Para aqueles que já tem vivência no assunto, é uma chance de rever conceitos, esclarecer dúvidas e compartilhar experiências.

Assuntos que serão abordados:

1) O que é corrida natural: estudos e evidências

2) Tênis minimalistas e corrida descalça: conceitos e adaptação

3) Técnica de corrida: os três pilares.

4) Prática: a aplicação da técnica na esteira e análise com vídeo.

A primeira Clínica será realizada no dia 8 de dezembro (sábado) na Loja Velocità Moema (rua Pavão, 342 - São Paulo, SP), das 9:00 às 10:30 da manhã. O custo é de R$ 60 e as inscrições podem ser feitas clicando no botão abaixo.



Eu também criei uma página especial da Clínica no Facebook (clique aqui)  para divulgar e incentivar a troca de informações entre os corredores.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Agora sim: 3h28 em Buenos Aires.

Em 2008, tinha feito 3h36 em Porto Alegre.

No ano seguinte, fui à Punta del Este para tentar melhorar essa marca.

Só que uma lesão, que tinha aparecido durante o treinamento, decidiu ficar crônica justamente na prova uruguaia.

Ainda sim, completei em 3h47.

A lesão era uma síndrome do piriforme e não queria sumir.

Toda vez que pousava o calcanhar durante a corrida, sentia algo como um choque na região dos glúteos.

Dei um tempo. Voltei a treinar mas o choque continuava.

Decidi usar um Nike Free que estava empoerado no armário. Se "simulasse" a corrida descalça, a biomecânica seria diferente e, quem sabe, não sentiria dores.

Dito e feito. Passei a correr regularmente o Free. Comprei um Vibram Five Fingers e fui me adaptando.

Cometi erros, corrigi uns, insisti em outros. Comecei a correr descalço também.

O piriforme nunca mais deu seu sinal de existência  - ao menos a tal da síndrome.

Ano passado já me sentia pronto para correr uma maratona de novo e fui para Porto Alegre. Tive câibras nas panturrilhas e abandonei.

Decidi que deveria mudar o jeito que treinava e passei a receber orientações do técnico e agora grande amigo, Wanderlei de Oliveira.

O resultados começaram a aparecer. Melhorei meu resultado na meia e cheguei perto de ser sub-1h40. Nos 10 km voltei a correr na casa de 45 minutos.

Fiquei alternando entre disputar provas descalço e sandálias para no final descobrir que o melhor era sempre competir com o Five Fingers.

Continuei treinando bem, mas o "pulo do gato" foi mudar algo que achava que não precisava - a alimentação.

Depois de ler bastante coisa a respeito (Phil Maffetone, Tim Noakes, dieta do paleolítico, etc), conversar com alguns nutricionistas e trocar figurinhas com o Danilo Balu (que além de Educador Físico, também é nutricionista) decidi que ia tirar os carboidratos processados da minha alimentação.

Pode parecer radical ou loucura ficar sem comer pães e macarrão, por exemplo. Eu tirei tudo que tenha farinha de trigo (integral ou não) da minha alimentação. Arroz, batatas e milho também estão de fora. Qualquer alimento que tenha sido industrializado também não entra no meu cardápio  - bolachas, massas de microondas, etc. Açucar refinado? Me dou o luxo de usar apenas no cafezinho.

Minha alimentação passou a se basear em sementes, castanhas, ovos, saladas (muita salada), carnes diversas, azeite de oliva, muitas frutas e derivados de leite com o iogurtes e queijos. Tudo isso para que haja um baleanceamento do consumo de gorduras, proteínas e ácidos graxos com baixo consumo de carboidratos. Não, não tive crise de abistinência. Comparo a tirada dos carboidratos processados e alimentos industrializados da minha alimentação como a decisão de parar de fumar (é, sou ex-fumante).

A explicação, a grosso modo, é a seguinte: os carboidratos processados causam aumento da produção de insulina no corpo, porque é a insulina que entra em ação para tranformar o carbos em glicose. Quando há excesso de insulina no sangue (causado por alto consumo de carboidratos) o metabolismo da glicose é prejudicado, ou seja, atrapalha o processo de armazenamento de glicogênio nos músculos e fígado, e esses carbos que eu consumia viravam gordura, empatando a conta. O pessoal chama  isso de "síndrome metabolica" e é, em geral, relacionada à obesidade, mas acontece com várias pessoas com peso "saudável" e uns dizem que é mais comum do que muitos pensam.

No meu caso, portanto, o baixo  consumo de carboidratos associado aos alimentos que venho consumindo acabaram por balancear esse metabolismo fazendo com que o corpo pudesse me fornecer energia de forma mais eficaz e, de quebra, queimou o excesso de gorduras acumuladas.

Devo dizer que isso se aplica ao meu caso. Nem todas pessoas tem essa intolerância à insulina. Há casos e casos e o ideal é que você converse com uma nutricionista para saber melhor a esse respeito, como eu fiz. Alías, se você for nutricionista ou saber mais sobre esse assunto, por favor, me corrija se eu estiver errado.

E o que mudou? Bom, nesses 3 meses em que fiz essa mudança, emagreci 8 quilos e passei a treinar com um nível de energia que nunca tinha tido antes. Nesse interim, bati meu recorde dos 10 km (de 44:45 para 43:30) e da Meia-Maratona - de (1h40 para 1h37).

O único recorde pessoal que perdurava era o da maratona. Foi com essa intenção que desembarquei em Buenos Aires na última sexta-feira.

E agora sim, ao fazer 3:28:19, baixei 8 minutos do tempo que fizera em Porto Alegre há quatro anos atrás. Corri de Vibram Five Fingers e fiquei com as mesmas dores musculares que todos sentem após completar a prova - dificuldade para andar, subir e descer escadas, etc.

Hoje, mais do que nunca, sinto que realmente não basta apenas treinar com dedicação. É necessário observar tudo o que entra na lista para se boas performances e de como nosso corpo dispõe e oferece energia para os exercícios. E saber que para isso não é necessário ficar tomando suplementos alimentares caros ou ficar no senso comum de que sem carboidratos não é possível correr bem, é no mínimo, intrigante.

Carbo em gel? Sim, uso apenas durante a prova e só, até porque durante o exercício, a produção de insulina é reduzida.

Depois tento escrever sobre a prova portenha.

Nesse momento quero apenas permanecer com o sorriso no rosto. E basta.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Calçar ou não calçar: eis a questão

Depois de experimentar muitas coisas no pé nesses últimos dois anos em que adotei o minimalismo e a corrida descalça, consegui agora bater o martelo. Martelo no sentido de como me calçar ou não calçar nos treinos e provas.

Ah! Para aqueles que acham que para correr descalço ou quase é necessário ser "biomecanicamente perfeito": vejam minhas lindas joanetes!

1)  TREINOS DE QUALIDADE EM PISTA DE ATLETISMO: DESCALÇO.



Não tem jeito. Correr descalço na pista do Bolão, em Jundiaí, é imbatível para mim. Já corri com os Vibram Five Fingers, com huaraches e outros minimalistas. Quando descalço consigo me manter atento à técnica e não tenho dúvida que meus treinos são mais rápidos quando não tenho nada nos pés. Qualquer outro calçado eu sinto que perco aderência, a não ser que eu calce uma sapatilha, que é fora de cogitação para mim, dada a “estreiteza” desse tipo de calçado.

2) RODAGENS: DESCALÇO E HUARACHES.





Nas rodagens alternar o descalço com as sandálias me parecem a solução perfeita, principalmente depois da experiência de correr com o mais recente modelo das Lunas Sandals, com os ATS laces. O ajuste ficou mais fácil e o fato de não ter nenhum tipo de cabedal torna a experiência mais próxima do que seria o descalço – o pé inteiro respira. Por vezes, faço as rodagens sem as sandálias, dependendo do local onde estou treinando. O Parque do Ibirapuera, por exemplo, com o asfalto todo recapeado é um verdadeiro tapete para mim.

3) PROVAS: VIBRAM FIVE FINGERS KSO



Depois de ter problemas com o uso dos VFF, abandonei esses calçados por um bom tempo – devo ter ficado mais de um ano sem calçar um. Acontece que toda vez que usava os VFF, eu não conseguia correr corretamente. Quando dava por mim, estava aterrisando com o calcanhar ou tracionando demais para decolar. Então os VFF que eu tinha ficaram esquecidos no fundo do meu armário.

Eu até corri algumas provas descalço por experiência e gostei, mas achava que para competir, quando queremos dar tudo que temos, não dá para ficar se preocupando com a qualidade do asfalto da prova. Com as huaraches, minhas experiências não foram muito boas, pois sou daquele tipo de corredor que pega dois copos no posto de abastecimento. Bebo um e o outro vai para cima da cabeça para “arrefecer o motor”. Quando faço isso, a água desce até os pés e as sandálias ficavam “sambando” neles. Com o VivoBarefoot Ultra, que usei na Maratona de Porto Alegre, acontece a mesma coisa. Como o calçado é todo feito de EVA, não tem escape para a água, e meu pé também deu umas escorregadas durante a prova.

Foi então que decidi dar mais uma chance para os VFF. Na verdade até pensei em usá-los em PoA, mas desisti por ter feito poucos longos com eles. Devia ter usado. Meus recordes nos 10 km (43 min) e na Meia-Maratona (1h39) vieram com os VFF. Fiz um tempo muito bom também na Maratona Beto Carrero, em que corri pouco mais que 21.1 km. O que eu senti, como escrevi nesse post, é que agora, que minha técnica de corrida está melhor, não importa mais o que uso nos pés. Os VFF não “sambam” nos meus pés quando ficam encharcados de água, então acabam sendo perfeitos para a tarefa. O detalhe é que uso meias para correr com eles. São meias que também separam os dedos e preciso delas pois o VFF KSO que uso tem uma costuras que me machucam e elas solucionam esse problema.

No próximo domingo vou correr a Meia Internacional do Rio com os VFF e preciso comprovar para mim mesmo que o tempo que fiz no Beto Carrero é de verdade. A meia servirá como preparação para a Maratona de Buenos Aires, em outubro. Até lá, não farei mais experiências com os calçados em provas, pois como diz o título desse post – bati o martelo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Novo estudo diz que iniciar a pisada com o calcanhar pode causar mais lesões

Um novo estudo da turma do professor Daniel E. Lieberman, de Harvard, constatou que corredores que pousam com o calcanhar tem o dobro de lesões dos que pousam com a frente dos pés.

O estudo chamado "Foot strike and injury rates in endurance runners" (ou "Pisada e taxas de lesões em corredores de endurance"), já submetido e aceito pelo American College of Sports Medicine (Faculdade Norte-Americana de Medicina Esportiva), e ainda a ser publicado, teve como proposta saber se havia diferença nas taxas de lesões entre corredores que começam a pisada com o calcanhar e com a frente dos pés.

Para isso, foram coletadas as características de pisada de corredores de média e longa distância de um time de cross-country de uma faculdade e quantificado seu histórico de lesões, incluindo a incidência de lesões específicas, a severidade de cada ocorrência como sendo leve, moderada ou grave.

O resultado foi o seguinte: dos 52 corredores estudados, 36 (59%) começavam a pisada com o calcanhar e 16 (31%) com a frente dos pés. Aproximadamente 74% dos corredores experimentaram lesões moderadas ou graves a cada ano, mas aqueles que pousavam habitualmente com o calcanhar tinham aproximadamente o dobro da taxa de repetição de lesões por estresse do que aqueles que usavam a frente dos pés para começar a pisada.

Como conclusão se chega ao óbvio: competidores desse time de cross-country da faculdade estudada têm altíssimos índices de lesão. Mas o que ficou evidente foi que aqueles que pousavam com o calcanhar se lesionavam muito mais do que usavam a frente dos pés para iniciar a pisada. A hipótese levantada pelos pesquisadores é de que a ausência de impacto na força reativa durante o início da pisada com a frente dos pés contribui para as taxas menores de lesões desse grupo.

Não é de se admirar que o professor Daniel Lieberman esteja nesse estudo. Foi da autoria de seu grupo aquele trabalho tão falado em janeiro de 2010, "Foot strike patterns and collision forces in habitually barefoot versus shod runners" (ou "Padrões de pisada e forças de colisão em corredores habitualmente descalços versus corredores com tênis") publicado na revista Nature, e que causou muito barulho questionar a eficiência dos tênis de corrida convencionais e demonstrar que correr descalço causaria menos impacto nos corredores.

O que era muito escutado e escrito na época é que eram necessários mais estudos para poder verificar as conclusões. Bom, eles estão chegando. E agora?

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Skechers e a elite. Como assim?



Os tênis da Sketechers são aqueles que servem para tonificar os músculos da perna, glúteos, etc. Eles já estão por aí há algum tempo e vêm fazendo uma campanha agressiva de marketing aqui no Brasil. Tanto que não é mais incomum vermos pessoas calçando um modelo deles - até minha sogra usa.

De qualquer forma, o tênis tem um solado muito alto e é feito para que você não uso o calcanhar para a pisada mesmo quando está caminhando. O benefício ainda precisa ser avaliado. A revista mesmo recebeu um modelo de corrida (foto) que será testado no Guia do Tênis da edição de outubro.

O que foi fato no início deste mês, foi Meb Keflezighi ter assinado com a Skechers. Para lembra: o eritreu naturalizado norte-americano é medalhista de prata na Maratona Olímpica de Atenas (ele foi o segundo cara a ultrapassar o Vanderlei Cordeiro de Lima após o ataque do padre irlandês maluco) e vencedor da Maratona de Nova York 2009 (2:09:19).

Meb não só correrá com os tênis, como também vai participar do desenvolvimento de novos produtos para a marca. Pensei comigo: "Mas ele vai correr com aquele tênis que recebemos? Elite só corre com tênis de competição, bem baixinhos...".

Só deu para entender quando assisti esse vídeo, em que aparece o modelo com que Meb provavelmente vai usar em suas provas e treinos. Christian Burke, o atleta do vídeo, fala um pouco sobre as propriedades do tênis, que "apesar" de ter amortecimento, é incrivelmente flexível. Dá uma olhada:

[youtube]dNuit8gssC4[/youtube]

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Campanha do NB Minimus nos EUA

Começou a ser veículada na televisão americana a campanha do modelo minimalista da New Balance - o NB Minimus. O comercial é espirituoso e divertido. O slogan é algo como: "Como descalço, só que melhor". O importante mesmo é saber que já tem marca dando a cara para bater por lá e que o minimalismo está virando "mainstream".

[youtube]p6dcQ14bYmQ[/youtube]

[youtube]JGCho7IyNkY[/youtube]

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Novidades nos tênis da Olympikus e da Sketchers



Na semana passada visitei a Francal, feira que ocorre anualmente e que mostra as novidades que serão lançadas no mercado brasileiros de calçados, bolsas e afins. Fui para ver pessoalmente os lançamentos da Olympikus – as atualizações dos modelos de corrida, o Prona 2 e o Neutro 3 e o Rio, tênis de competição que tem esse nome em homenagem à Maratona do Rio, que tem agora a Olympikus como patrocinadora.

Sobre os modelos atualizados (Prona e Neutro), digo que ambos perderam a cara de “Asics” que os rondavam. Acho que a parte de “amortecimento aparente” não é das mais bonitas (aquelas pequenas protuberâncias em gel que ficam no calcanhar), mas já é notável a mudança na parte interna do cabedal, onde foram feitos alguns aprimoramentos. O ponto de flexão para a fase de decolagem dos tênis (problema que foi notado por um de nossos testadores da versão anterior do Prona e do Neutro) também foi corrigida.

Continuo achando que esses modelos ainda não conseguem disputar o mercado com os tops de linha das marcas estrangeiras, mas deverão começar a dar trabalho daqui a algum tempo.

Já o Rio, o modelo de competição, me surpreendeu. Ele tem a construção muito boa e aparentemente (já que não foi testado pela revista) foi muito bem projetado, além de ser muito leve (202 g para o número 40, segundo a marca) e bastante flexível. É um modelo que lembra um tênis que a Olympikus fazia há anos atrás, que apesar de ser um pouco mais baixo, era adorado pelos corredores de performance, já que era bom, eficiente e barato. O único detalhe que estranhei é que o solado aparenta ter aplicações de borracha injetada (que é um pouco mais dura e mais leve) mas foi feito com borracha comum. O preço é convidativo: R$ 200. Cabe dizer que tênis de competição tem a vida útil menor do que os de treinamento.



SURPRESA. Um modelo da Olympikus que não estava na “gôndola” de tênis de corrida me chamou a atenção. O nome do tênis ficou perdido nos releases que recebi, mas como pode-se notar, ele é inspirado totalmente no Nike Free. Na foto percebe-se que ele é absolutamente flexível. A princípio ele foi feito para se usar em academias e não consigo avaliar se o solado vai durar caso se o tênis seja utilizado para correr.



SKETCHERS. Por falar em Nike Free, no stande da Sketchers encontrei também um modelo baseado nele – o Liv. A única diferença fica por conta do calcanhar, que tem um corte para que o corredor inicie a pisada pelo meio-pé. Essa tendência (de pisar com o médio-pé) também é presente no ProSpeed, outro modelo de corrida da marca, mais conhecida pelos tênis modelos que, em teoria, ajudam a tonificar a musculatura. Os dois devem estar nas lojas no mês que vem.

O negócio agora é esperar a próxima edição do Guia do Tênis da CR (outubro de 2011), que dará uma esmiuçada nesses tênis.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Hattori: o minimalista (de verdade) da Saucony


A Saucony, que já havia dado um importante passo em direção aos tênis minimalistas ao lançar o Kinvara, lançará no próximo mês, nos EUA, seu modelo mais adequado à corrida quase descalça: o Saucony Hattori.

Ele possue uma porção de características que o qualificam como tênis mínimo:
- Tem "Drop zero", ou seja, não há diferença de altura entre o calcanhar e a frente do pé
- É extremamente flexível
- Não tem suporte para o arco dos pés
- Quase ou nenhum amortecimento
- Tem forma larga para deixar o pé se movimentar livremente.

O Hattori pesa 187 gramas e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil, por enquanto. O pessoal do BirthdayShoes.com recebeu um exemplar do tênis e fez uma filmagem para mostrá-lo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Comprou um Five Fingers? Legal! Agora, vá com calma, por favor.



A leitura do Livro “Nascido para Correr”, do jornalista norte-americano Christopher McDougall (editora Globo, R$ 50; 383 pags.)  fez com que várias pessoas, por todo o mundo, passassem a correr descalças ou com tênis diferentes do tradicionais (leia a matéria: “Correr descalço ou quase: uma tendência?”).

Embora seja um movimento ainda pequeno em relação ao enorme número de corredores “calçados”, já há um número considerável de corredores descalços (ou quase) em provas no exterior, como alguns leitores da revista têm nos relatado.

Agora que a rede de lojas Track &Field passou a vender os Vibram Five Fingers (ou VFF), muitos  poderão matar sua curiosidade e correr com essa “luva” para os pés.

CAUTELA. No entanto, devo alertar a todos que querem experimentar os VFF, para sejam cautelosos. Como a técnica de corrida é diferente da que a maioria das pessoas estão acostumadas a usar, o estímulo neuro-muscular também é diferente. O maior desafio de correr com os Five Fingers é a postura correta da corrida e de ter paciencia com a transição.

TÉCNICA. Assim como quando corremos descalços deve-se primeiro pousar com o médio-pé para aí então, colocar o calcanhar no chão e prosseguir para a próxima passada. Tente realizar o primeiro contato com o chão logo abaixo do seu centro de gravidade, de forma com que seus joelhos fiquem ligeiramente flexionado durante esse estágio. Na transição, procure tirar os pés do chão, ao invés de se empurrar com os dedos dos pés. É algo parecido com o que nós todos fazemos quando ficamos correndo no mesmo lugar.

Dica: Eu recomendo correr pequenas distâncias, algo entre 100 a 200 metros completamente descalços para ver como nosso corpo se porta e observar como é natural não usar o calcanhar no primeiro estágio da pisada. Após ver como a técnica funciona, calce o VFF para uma primeira corrida-teste.

OUÇA O CORPO. Mais do que nunca a máxima de que devemos “ouvir o corpo" deve ser aplicada ao uso do VFF. Sua primeira corrida com o calçado não deve passar de 400 metros, com velocidade bem leve. No segundo dia deve-se avaliar como seu corpo reagiu e reavaliar a distância.  Tente sempre observar sua postura e no caso de sentir dores, tente identificar sua origem. Em caso de dor nos tendões, principalmente no de aquiles, é caso de parar imediatamente e voltar a correr só no próximo dia.  Às vezes é necessário conviver com algumas dores musculares no início, mas não abuse para não “pagar” no futuro.

CADÊNCIA. Para evitar que se fique "pulando" enquanto corre, o ideal é manter um número alto na cadência de passadas, pelo menos 180 passos por minuto (ou 90 por perna). Isso faz com que a corrida seja mais eficiente e econômica do ponto de vista de gasto energético. Para ficar mais fácil, conte os passos de apenas um de seus pés por 30 segundos, se der igual ou mais que 45, você está no caminho certo.

TRAVESSEIRO. Deve-se procurar correr da forma mais “leve” possível – como se tivesse correndo em cima de travesseiros. Quando o corredor atinge com perfeição a técnica “descalça”, o VFF não faz barulho, assim como quando corremos descalços. Lembre-se também de deixar os ombros sempre relaxados.

TRANSIÇÃO. Vá aumentando gradualmente a distância conforme perceber que sua musculatura está "em ordem". Esse período é de intensa obsevação de como suas panturrilha e tendões estão evoluindo com o novo estímulo. Não faça loucuras, como correr 10 km no primeiro dia, ou na segunda ou mesmo na terceira semana. Vá devagar, começando com pequenas distâncias, até se sentir seguro para aumentar cada vez mais um pouco. Lembre sempre de parar quando sentir dores mais fortes, agudas ou persistentes. O período de adaptação, até que se consiga correr na mesma velocidade e como o mesmo volume de quilometragem varia de pessoa para pessoa, mas pode chegar a 6 meses. Muitos especialistas em corrida descalças dizem para que o corredor espere pelo menos um ano para participar de forma competitiva de corridas.

LESÕES. Apesar de muitos defensores da corrida descalça falarem que tem menos lesões do que os corredores “calçados”, ninguém está imune a elas. As lesões mais comuns são fraturas no metatarso (por bater os pés com força demais no chão) e a “Dor no topo do pé” (uma espécie de pontada no peito do pé - eu já tive), que em geral é associada ao aumento de volume de quilometragem sem critérios ou paciência. Na maioria das vezes, os que se queixam de lesões são os corredores na fase de transição – é muito raro ouvir falar de corredores descalços mais experientes que tenham se lesionado por algum desses motivos.

BENEFÍCIOS PARA TODOS. Mesmo que você não queira largar o seus tênis de corrida, os VFF podem ser uma boa forma de fortalecer seus pés e estimular, de forma mais abrangente, a musculatura das pernas e dos pés. Faça a transição nos dias de treino leve, e de pequenas distâncias, como um trote de 6 km, por exemplo. Você pode substituir o tênis pelos VFF no último km e aumentar gradualmente até se sentir seguro para fazer o treino completo com eles.

Meu conselho para quem está começando com os VFF é simples: tenha calma e paciência, que os resultados virão com o tempo.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Correr descalço ou com um Newton?



Ontem, dia 8, compareci a uma palestra chamada “Join the Natural Running Revolution. Learn how to run faster, stronger, more efficiently, and with less injury” (“Faça parte da revolução da corrida natural. Aprenda como correr mais rápido, mais forte, com mais eficiencia e com menos lesões”) ministrada por Iam Adamson, que é diretor de Pesquisa e Ensino da Newton Running. O evento foi organizado pela Track & Field, que comercializada os tênis Newton desde novembro de 2010, conforme foi publicado neste blog  (clique aqui para ler).

Se eu não soubesse de que o Newton é uma marca de tênis de corrida, acharia que a palestra era um grande incentivo para se correr descalço. Quando Adamson perfilou o histórico do uso de calçados pela humanidade e citou os estudos feitos em Harvard, pelo professor de Biologia Evolucionária Daniel Lieberman, ficou claro que a marca está perfilada a esse estilo de corrida, a tal “corrida natural”, em que a pisada começa pela parte da frente dos pés (não pelos dedos) e a postura de nosso corpo passa a ser mais ereta do que projetada para a frente, ou seja, como se estivéssemos correndo descalços. Falou também sobre o “problema” da elevação do calcanhar e do período de “breque” quando há o contato do calcanhar com o chão durante a pisada, que faz com que haja, supostamente, mais gasto energético quando corremos.

Os tênis da Newton são feitos de modo com que você não consiga começar a pisada com o calcanhar como nos tênis convencionais e para isso, lançam mão de uma espécie de salto na parte da frente do tênis. A impressão quando se calça o modelo é de que a parte da frente é mais alta do que a de trás, e quando corremos essa impressão muda. Eu recebi um Newton para experimentar e posteriormente falo o que achei.

Das coisas que Adamson falou, uma me chamou bastante a atenção. Ele disse que tem gente que usou o tênis por mais de 1.600 km (!). Se isso for realmente verdade será muito bom para os bolsos dos corredores, pois como se sabe, um tênis convencional de corrida dura cerca de 500 km, dependendo da marca, pois é quando o amortecimento deixaria de ser eficiente.

Mas vá devagar ao pote. Assim como correr descalço ou com os Vibram Five Fingers (aquela "luva" para os pés), é necessário um período de adaptação muscular que não ocorre de uma hora para outra. A dica é ir introduzindo o tênis no final dos treinos, ou naquele dia em que que a planilha manda você fazer um trote de 5 km.

De qualquer forma, os Newton serão testados para o Guia do Tênis da edição de abril da CR, aguardem!

No site da Track & Field há mais informações sobre os Newton (Clique aqui)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O que há de novo entre os tênis mínimos?


New Balance  Minimus Trail


Surgiram algumas novidades para aqueles que ficaram curiosos ao ler a matéria "Os tênis mínimos estão chegando" (Contra-Relógio 204,  setembro de 2010 - clique aqui para ler).

A New Balance  americana já colocou uma página especial em seu site a respeito da linha Minimus (clique aqui para ver). São três modelos, um para uso casual, um para "rua" (road) e outro para trilha (foto). Esses modelos serão lançados mundialmente em março de 2011, e isso inclui o Brasil.


The Adam, da Altra


Outra opçao agora é a Altra (http://altrarunning.com) que diferentemente da NB, leva a sério o "zero drop", o que significa que não há diferença entre a altura do calcanhar dos tênis para o restante do pé. Eles também tem três modelos na linha, o The Adam, The Instint e o The Lone Peak. O The Adam (foto) é uma espécie de Vibram Five Fingers Bikila só que sem os dedos separados. Os tênis da Altra serão comercializados nos EUA a partir do primeiro semestre de 2011, mas sem previsão de venda por aqui.

Vamos aguardar 2011 para ver o que as outras grandes marcas vão lançar para este novo segmento de tênis de corrida.

Enquanto isso fica a sugestão de leitura: Correr descalço ou quase: uma tendência (CR 198, março de 2010)