Corro há uns 15 anos, mas descalço e com minimalistas há quase 4. Por experiência e aconselhamento de treinadores, não costumo competir em finais de semana consecutivos. Aliás, raramente compito duas vezes em um mesmo mês. Das vezes que fiz isso, ia sempre muito mal na segunda prova.
Mas.... aconteceu e competi três finais de semana consecutivos. De qualquer forma serviu como um teste para três tênis minimalistas diferentes em provas com distâncias distintas.
Vamos lá:
EcoPaineiras 10 km, em Jundiaí (7/4): primeira competição usando o Merrell Vapor Glove. Tenho a leve impressão de que talvez tenha comprado o número errado. Calço US 10 para todos os modelos, mas esse, em particular, parece ser maior do que deveria. A escolha da meia foi equivocada pois o tênis deu uma "sambada" no pé e a fricção fez aparecer uma bolha de sangue no pé esquerdo, logo no antepé. Mas fui bem e, ao lado do amigo Luis Augusto de Jundiaí, fiz 42:20 - meu recorde pessoal. Acho o Vapor Glove incrível, mesmo sendo mais largo do que deveria, pois tem quase nada de amortecimento e é muito parecido com o Five Fingers, só que sem a separação dos dedos.
Meia da Corpore (14/4): Quando fiz minha melhor marca em meia-maratona, estava usando um Skechers goBionic (Golden Four Asics Brasília 2012). Apesar de ter ficado em dúvida de qual tênis usar, principalmente por causa do problema que tive com o Vapor Glove, decidi não mexer em time que estava ganhando. Talvez um pouquinho de amortecimento fosse bom para a Meia. Gosto bastante do goBionic e ele se portou bem mesmo e mostrou que se dá bem quando fica bem molhado, pois estava garoando o tempo todo. Consegui novamente melhorar minha marca: 1:32:47.
Mizunos 10 Miles (21/4): Tinha sido convidado pela Mizuno para correr essa prova e meu plano era apenas "rodar", ou seja, fazer em ritmo bem leve pois já tinha feito duas provas em ritmo forte. Aproveitei para estrear o EVO Levitas que tinha recebido para testes. Digo estrear, pois como já disse, calço US 10, mas por uma falha de comunicação, o tênis que me mandaram é US 9.5 e o cabedal ficava muito apertado no meu pé. Então, para ajustar, retirei a palmilha - que é algo que sempre faço, mas nesse caso era absolutamente necessário. Lembrem-se que as palmilhas deixam você ainda mais longe do chão - essa do EVO adiciona soma 4 mm à espessura total do tênis. Teste de fogo usar um tênis novo em competição, mas foi deu tudo certo. O problema foi ter recebido um número para sair com a elite (!). Dada a largada, tentei ajustar o ritmo, mas passei o primeiro km com 4:20... Bom, puxei um pouco o freio, mas mesmo assim completei a prova com 4:28 min/km de média, completando com 1:12:01. O Levitas tem o amortecimento firme, o que me agrada bastante, pois quanto mais macio o amortecimento, mesmo com pouca espessura, acaba interferindo de alguma forma na postura e na forma de tocar o solo.
Agora, meu foco é os 10 km da Tribuna e ainda não decidi com qual tênis vou e também não elegi o meu preferido para as provas. Quem mandou ter muitas opções?
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quinta-feira, 25 de abril de 2013
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
GoBionic, o minimalista da Skechers, chega ao Brasil
[gallery include="2508, 2507, 2506, 2505" link="file" order="DESC" columns="1"]
Eu já tinha feito um post sobre o GoBionic assim que começaram a pingar informações sobre o modelo no exterior (clique aqui).
Aproveitei que uma amiga estava nos EUA e pedi para que ela trouxesse um para mim. A Skechers já tinha ganhado certo corpo do que diz respeito aos tênis de performance ao lançar o Gorun, que o atleta norte-americano Meb Keflezighi adota em seus treinos e competições. O amigo e companheiro de Contra-Relógio, André Savazoni se qualificou para a Maratona de Boston usando um deles.
[caption id="attachment_2525" align="alignleft" width="194"]
Foi na Asics Golden Four de Brasília onde bati meu recorde pessoal em meia-naratona (1:34:20). Foi a primeira prova em que usei o GoBionic.[/caption]
O tênis chegou no início de setembro e gostei bastante. Ele é drop zero (nenhuma diferença de altura entre o calcanhar e a frente do pé), super-flexível, tem uma forma hiper-larga, é leve (180 g - Us 10) e com apenas 11,5 mm de EVA no solado. O tênis traz com uma palmilha bem fina (1,7 mm), que ao ser removida, melhora bastante a resposta dos pés em relação às variações de terreno. O único aspecto negativo é que há algumas costuras nessa região o que torna inviável correr sem usar meias quando o tênis está sem as palmilhas.
Um aspecto positivo no GoBionic é que o solado é segmentado de tal forma que permite que ele seja flexível não só de trás para frente e vice-versa, mas também de lado, permitindo a rolagem da pisada de ante-pé seja o mais suave possível. A pisada usando a técnica natural é feita começando com o ante-pé, mas não chapando o pé no chão, e sim, começando o contato ligeramente por fora e depois rolando o pé para dentro.
A espuma EVA usada pela Skechers (Resalyte) é bem maleável a ponto de não causar aquela sensação de almofada de baixo dos pés e o corredor deve tomar os mesmos cuidados que tem quando se corre descalço ou com um minimalista como os Vibram Five Fingers, pois as pedras mais pontudas conversarão com o seu pé.
O GoBionic, que custa R$ 349 e começa a ser vendido este mês no Brasil, entrou para o time oficial de revezamento dos calçados que uso - VFF KSO e Luna Sandals (quando não uso nada nos pés, é claro).
Mais informações no site da Skechers.
Eu já tinha feito um post sobre o GoBionic assim que começaram a pingar informações sobre o modelo no exterior (clique aqui).
Aproveitei que uma amiga estava nos EUA e pedi para que ela trouxesse um para mim. A Skechers já tinha ganhado certo corpo do que diz respeito aos tênis de performance ao lançar o Gorun, que o atleta norte-americano Meb Keflezighi adota em seus treinos e competições. O amigo e companheiro de Contra-Relógio, André Savazoni se qualificou para a Maratona de Boston usando um deles.
[caption id="attachment_2525" align="alignleft" width="194"]
O tênis chegou no início de setembro e gostei bastante. Ele é drop zero (nenhuma diferença de altura entre o calcanhar e a frente do pé), super-flexível, tem uma forma hiper-larga, é leve (180 g - Us 10) e com apenas 11,5 mm de EVA no solado. O tênis traz com uma palmilha bem fina (1,7 mm), que ao ser removida, melhora bastante a resposta dos pés em relação às variações de terreno. O único aspecto negativo é que há algumas costuras nessa região o que torna inviável correr sem usar meias quando o tênis está sem as palmilhas.
Um aspecto positivo no GoBionic é que o solado é segmentado de tal forma que permite que ele seja flexível não só de trás para frente e vice-versa, mas também de lado, permitindo a rolagem da pisada de ante-pé seja o mais suave possível. A pisada usando a técnica natural é feita começando com o ante-pé, mas não chapando o pé no chão, e sim, começando o contato ligeramente por fora e depois rolando o pé para dentro.
A espuma EVA usada pela Skechers (Resalyte) é bem maleável a ponto de não causar aquela sensação de almofada de baixo dos pés e o corredor deve tomar os mesmos cuidados que tem quando se corre descalço ou com um minimalista como os Vibram Five Fingers, pois as pedras mais pontudas conversarão com o seu pé.
O GoBionic, que custa R$ 349 e começa a ser vendido este mês no Brasil, entrou para o time oficial de revezamento dos calçados que uso - VFF KSO e Luna Sandals (quando não uso nada nos pés, é claro).
Mais informações no site da Skechers.
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