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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Para ir para a frente é melhor tirar o pé do breque

Toda vez que o corredor começa a pisada com o calcanhar, ele breca. Isso é tradicionalmente chamado de "Fase de Breque" pelos educadores físicos.

Lembre da 3ª lei de Newton: "A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: ou as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos."

Começando a pisada com o calcanhar, logo à frente do corpo, a força de reação do solo é igualmente proporcional e na direção contrária ao sentido da corrida. Veja:

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Crédito da imagem: Natural Running Center

Isso não faz muito sentido, faz? É como estivessemos dirigindo o carro e ficar pisando no breque a todo instante. Como mudar isso? Cadência e postura.

1) Cadência de no mínimo 180 passos por minuto praticamente nos obriga a pisar próximos ao nosso centro de gravidade.

2) Postura. O corpo deve estar ereto e levemente inclinado para a frente.

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Dúvidas? Acesse a seção de adaptação e nosso fórum.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Correr descalço ou com um Newton?



Ontem, dia 8, compareci a uma palestra chamada “Join the Natural Running Revolution. Learn how to run faster, stronger, more efficiently, and with less injury” (“Faça parte da revolução da corrida natural. Aprenda como correr mais rápido, mais forte, com mais eficiencia e com menos lesões”) ministrada por Iam Adamson, que é diretor de Pesquisa e Ensino da Newton Running. O evento foi organizado pela Track & Field, que comercializada os tênis Newton desde novembro de 2010, conforme foi publicado neste blog  (clique aqui para ler).

Se eu não soubesse de que o Newton é uma marca de tênis de corrida, acharia que a palestra era um grande incentivo para se correr descalço. Quando Adamson perfilou o histórico do uso de calçados pela humanidade e citou os estudos feitos em Harvard, pelo professor de Biologia Evolucionária Daniel Lieberman, ficou claro que a marca está perfilada a esse estilo de corrida, a tal “corrida natural”, em que a pisada começa pela parte da frente dos pés (não pelos dedos) e a postura de nosso corpo passa a ser mais ereta do que projetada para a frente, ou seja, como se estivéssemos correndo descalços. Falou também sobre o “problema” da elevação do calcanhar e do período de “breque” quando há o contato do calcanhar com o chão durante a pisada, que faz com que haja, supostamente, mais gasto energético quando corremos.

Os tênis da Newton são feitos de modo com que você não consiga começar a pisada com o calcanhar como nos tênis convencionais e para isso, lançam mão de uma espécie de salto na parte da frente do tênis. A impressão quando se calça o modelo é de que a parte da frente é mais alta do que a de trás, e quando corremos essa impressão muda. Eu recebi um Newton para experimentar e posteriormente falo o que achei.

Das coisas que Adamson falou, uma me chamou bastante a atenção. Ele disse que tem gente que usou o tênis por mais de 1.600 km (!). Se isso for realmente verdade será muito bom para os bolsos dos corredores, pois como se sabe, um tênis convencional de corrida dura cerca de 500 km, dependendo da marca, pois é quando o amortecimento deixaria de ser eficiente.

Mas vá devagar ao pote. Assim como correr descalço ou com os Vibram Five Fingers (aquela "luva" para os pés), é necessário um período de adaptação muscular que não ocorre de uma hora para outra. A dica é ir introduzindo o tênis no final dos treinos, ou naquele dia em que que a planilha manda você fazer um trote de 5 km.

De qualquer forma, os Newton serão testados para o Guia do Tênis da edição de abril da CR, aguardem!

No site da Track & Field há mais informações sobre os Newton (Clique aqui)