terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Das características dos minimalistas: a forma larga

Para um tênis ser considerado minimalistas, ele tem que ter algumas características e isso já foi tema de um post (clique aqui).

Uma das que eu considero essenciais é a forma larga. A forma precisa ser larga o suficiente para que os dedos dos pés possam se mexer naturalmente. Na sexta-feira da semana passada, Peter Larson, do RunBlogger mostrou um raio-X divulgado pela Altra, uma das marcas que investe pesado em minimalismo e que, infelizmente, não temos representantes no Brasil.

O Raio-X foi tirado do pé de uma mesma pessoa usando um modelo da Altra à esquerda e ao lado direito calçando um tênis tradicional, com a forma "naturalmente" estreita. Dá para perceber como os dedos ficam mais a vontade em um tênis com a forma larga, não é mesmo?

[caption id="attachment_2554" align="alignnone" width="437"] Os dedos ficam mais livres para se mexer em uma forma mais larga.[/caption]

Pense em um tênis minimalista como aquele que deixa os seus pés se movimentarem como se tivessem descalços. Em uma forma estreita isso não acontece e é por essa razão que não podemos considerar os tênis de competição como sendo mínimos.

No entanto, nem todos os modelos minimalistas tem a forma larga como os da Altra, mas que é melhor fugir dos tênis "espremem" os seus dedos, não há dúvida.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Veja como foi a Clínica de Corrida Natural em São Paulo

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A Clínica Tênis Minimalistas e Corrida Descalça que aconteceu neste último sábado, dia 8/12, foi muito legal. O evento, que contou com pouco mais de 20 pessoas, foi bem recebido por todos que estiveram presentes na loja Velocità Moema, em São Paulo. Acho que consegui atingir o meu objetivo, que é mostrar como é simples mudar o padrão de corrida e fazer com que as pessoas se conectem novamente com a forma natural de  correr.

Após a palestra houve um grande bate-papo e várias questões foram levantadas, fato que enriqueceu ainda mais o evento. Logo depois demonstrei alguns exercícios educativos que ajudam no entendimento na técnica para que todos pudessem experimentar alguns conceitos, e diria que foi uma das partes em que as pessoas mais se divertiram.

Voltei a filmar os corredores (que foram filmados antes da palestra) e foi muito bom ver as pessoas correndo descalças mudando imediantamente o padrão de pisada. Quando todos terminaram de correr, olhei para a entrada da loja e vi que o sol havia se escondido atrás de algumas nuvens e perguntei para a galera: "Que tal darmos uma volta no quarteirão descalços?". Todos toparam e foi uma das melhores partes do evento, pois na esteira não é possível que se tenha total percepção das sensações que os pés descalços podem nos proporcionar.

Foi interessante observar as pessoas começando a correr de uma maneira, talvez receosas, para estarem totalmente à vontade ao chegarmos novamente na frente da loja. Sinto que meu objetivo foi  atingido. É  claro que a adaptação precisa ser gradual e isso foi dito na palestra, mas a semente foi plantada.

A Clínica deve voltar à Velocità em março de 2013 (ainda sujeito à confirmação) e também estou negociando a realização em outras localidades. Fique do olho por aqui.

Clique aqui se você quiser contratar a Clínica.

Aproveito também a oportunidade para agradecer o Rodrigo Carneiro por ter aberto as portas da Velocità para Clínica. Para quem não sabe, a Velocità é especializada em corrida de rua, contando com três lojas físicas e uma on-line.

Ps: fiquei tão empolgado com a palestra, os educativos e, principalmente, pela volta no quarteirão que esqueci completamente que a Saucony havia oferecido dois pares de Hattori (um masculino e outro feminino) para serem sorteados na Clínica...

Bom, fiz o sorteio hoje via Random.org, no randomizador de lista e os vencedores foram Ricardo Ramos e Andréa Cordeiro. Vou entrar em contato com os sortudos para saber o número do tênis que usam e me encarregar de entregar o prêmio.



 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Veja como foi a Mini-Clínica em Palmas, Tocantins

No início de novembro estive em Palmas, Tocantins, para participar de uma prova à convite do organizador Renílson Barbosa, e fiz um relato no blog Corredólatra, no site da revista Contra-Relógio (Leia aqui).

No dia anterior à prova, dia 10, realizei uma mini-clínica para alguns corredores, entre eles um fisioterapeuta e dois professores de educação-física. A clínica foi na Academia Atlética e pude contar com a colaboração do Fransergio (dono de um sotaque forte do interior de São Paulo e, de fato, o cara nasceu em Franca, SP), um dos cordenadores da academia para disponibilizar uma esteira, que foi  usada para filmarmos os participantes antes e depois da Clínica.

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O primeiro corredor no vídeo é do Vinícius, que é um professor da academia, que já tinha boa postura, mas que com alguns ajustes, principalmente na cadência, ele diminuiu a oscilação vertical que produzia anteriormente.

O segundo, é outro professor, só que de natação e de ginástica natural. O nome dele é Gustavo Borges (isso mesmo, homônimo do nosso medalhista olímpico e nadador). Gustavo já vinha experimentando correr sem tênis, mas como fazia isso na grama, mesmo correndo descalço na esteira ele ainda usava o calcanhar no início da pisada. Depois da Clínica, sua técnica melhorou bastante.

Por fim, o Fred, fisioterapeuta. Apesar de ter um movimento mais brusco e não usual com os braços, ele já tinha boa técnica e um fazia um movimento bem curto de dorsiflexão com o tornozelo, o que já era muito positivo. Ele absorveu tão bem os conceitos da corrida natural, que mesmo depois de correr descalço de forma correta, colocou os tênis da primeira filmagem e correu com a técnica ajustada.

Amanhã, dia 8, na Velocità Moema, farei a primeira Clínica em São Paulo, que conta com 20 pessoas inscritas. Ainda dá tempo de participar: clique aqui e faça sua inscrição.

 

 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

GoBionic, o minimalista da Skechers, chega ao Brasil

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Eu já tinha feito um post sobre o GoBionic assim que começaram a pingar informações sobre o modelo no exterior (clique aqui).

Aproveitei que uma amiga estava nos EUA e pedi para que ela trouxesse um para mim. A Skechers já tinha ganhado certo corpo do que diz respeito aos tênis de performance ao lançar o Gorun, que o atleta norte-americano Meb Keflezighi adota em seus treinos e competições. O amigo e companheiro de Contra-Relógio, André Savazoni se qualificou para a Maratona de Boston usando um deles.

[caption id="attachment_2525" align="alignleft" width="194"] Foi na Asics Golden Four de Brasília onde bati meu recorde pessoal em meia-naratona (1:34:20). Foi a primeira prova em que usei o GoBionic.[/caption]

O tênis chegou no início de setembro  e gostei bastante. Ele é drop zero (nenhuma diferença de altura entre o calcanhar e a frente do pé), super-flexível, tem uma forma hiper-larga, é leve (180 g - Us 10) e com apenas 11,5 mm de EVA no solado.  O tênis traz com uma palmilha bem fina (1,7 mm), que ao ser removida, melhora bastante a  resposta dos pés em relação às variações de terreno. O único aspecto negativo é que há algumas costuras nessa região o que torna inviável correr sem usar meias quando o tênis está sem as palmilhas.

Um aspecto positivo no GoBionic é que o solado é segmentado de tal forma que permite que ele seja flexível não só de trás para frente e vice-versa, mas também de lado,  permitindo a rolagem da pisada de ante-pé seja  o mais suave possível. A pisada usando a técnica natural é feita começando com o ante-pé, mas não chapando o pé no chão, e sim, começando o contato ligeramente por fora e depois rolando o pé para dentro.

A espuma EVA usada pela Skechers (Resalyte) é bem maleável a ponto de não causar aquela sensação de almofada de baixo dos pés e o corredor deve tomar os mesmos cuidados que tem quando se corre descalço ou com um minimalista como os Vibram Five Fingers, pois as pedras mais pontudas conversarão com o seu pé.

O GoBionic, que custa R$ 349 e começa a ser vendido este mês no Brasil, entrou para o time oficial de revezamento dos calçados que uso - VFF KSO e Luna Sandals (quando não uso nada nos pés, é claro).

Mais informações no site da Skechers.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tiros em rampa: sempre há algo para melhorar


Treino com o Wanderlei de Oliveira há cerca de um ano e meio e a maior parte do treino é a distância, pois moro em Jundiaí.

Tem vezes em que vou à São Paulo para treinar junto com o próprio WO e hoje foi um deles. Para mim é um certo sacrifício, pois preciso pegar a estrada às 5 da matina para estar no Ibirapuera às 6. Por outro lado, não tenho a menor dúvida de que vale a pena.

Entamos na época de base, onde os treinos de velocidade são substituidos por treinos de força. O treino do dia foi tiro em rampas. No caso, eram 12 tiros em uma rampa de 60 metros. Para ser mais preciso, eram 2 séries de 6 tiros de 60 m, com intervalo de 1:30 entre os tiros e 3:00 entre as séries.

É impressionante como há detalhes que precisamos prestar atenção. Fui alertado algumas vezes de que meus braços não estavam acompanhando as pernas. Eu sentia que estava fazendo muita força e que, realmente, os braços não pareciam ajudar.

Os tiros terminaram, mas o "chefe" pediu para eu tentar novamente e me deu mais algumas orientações. Fiz o tiro. Não deu. E foi aí que Wanderlei disse a chave: "Lembre dos educativos que fizemos antes de vir aqui. Pense naquela postura e naquele movimento de braços".

E então aconteceu. Com uma postura mais ereta e olhar para cima, me senti flutuando. Foi o mais rápido e suave de todos, apesar do cansaço.

O bom técnico é aquele que consegue corrigir suas deficiências com as palavras certas. Hoje aprendi mais uma lição.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Valeu a pena ter ido ao Simpósio de Lesões na Corrida

[caption id="attachment_2449" align="alignleft" width="960"] Alexandre Dias Lopes, um dos organizadores do Simpósio, durante sua palestra[/caption]

Foi muito bom ter ido ao Simpósio de Lesões na Corrida neste último sábado. Até escrevi um artigo para o Blog Últimas da revista Contra-Relógio sobre o que rolou por lá (clique aqui para ler).

Aqui vou deixar um "testemunho". Soube da realização do Simpósio através de um grande amigo e corredor rapidíssimo Edvaldo Bueno (vulgo Acerola). Ele me mandou uma mensagem pelo Facebook mais ou menos assim: "Serjão, dá uma olhada no site da FPA que vai rolar um Simpósio que tem assunto do seu interesse".

Fui ao site da Federação Paulista de Atletismo crente de que tratava-se de uma brincadeira dele. Achei o link para o Simpósio e tomei um susto. "Caramba, a Irene Davis no Brasil?", pensei comigo mesmo. Irene é fisioterapeuta com doutorado em biomecânica e atua como pesquisadora no Spaulding National Running Center, da Universidade de Harvard. Ela fez parte da equipe chefiada pela professor Daniel E. Lieberman que publicou o famoso trabalho que foi matéria de capa da edição de janeiro de 2010 da revista Nature. Nele foi levantada a hipótese de que correr descalço pode causar menos lesões do que correr com tênis de corrida tradicional, pois os corredores habitualmente descalços geravam uma força de reação menor em uma plataforma de força do que corredores com o padrão de pisada comumente usado — o que inicia pelo calcanhar.

Bom, nem preciso dizer que o trabalho e o artigo causaram um grande alvoroço tanto na indústria como também entre os corredores. No início houve muito ceticismo, mas como o estudo não foi contestado e as marcas de tênis não vieram a público mostrar trabalhos que  mostrassem o contrário, o mercado de tênis minimalista foi crescendo e já ganhou corpo nos EUA e na Europa, até pela demanda dos próprios corredores. Aqui no Brasil a coisa ainda está engatinhando, mas vai indo, pois as grandes marcas já estão trazendo seus lançamentos mais recentes, sendo minimalistas ou reduzidos (vide New Balance, Asics, Nike, Saucony, Skechers e, em breve, Adidas).

Pois bem, entrei em contato com o SPRunIG (São Paulo Running Injury Group), que pertence à Universidade da Cidade de São Paulo (UNICID), para me apresentar, pedir credenciamento para o Simpósio e tentar marcar uma entrevista com a Irene Davis.

Me passaram o contato de um dos responsáveis pelo evento e professor do curso de mestrado em Fisioterapia da UNICID, Alexandre Dias Lopes. Liguei, me identifiquei e passamos horas conversando ao telefone. No bate-papo,  descobri que Alexandre tem uma visão muito favorável à corrida natural e trocamos diversas informações sobre estudos, corridas, padrão de pisada e uma infinidade de outras coisas. A conversa foi tão boa, que ao desligar percebi que tinha esquecido de pedir o credenciamento para o Simpósio...

Resolvido o credenciamento, entrei em contato com a assessoria de imprensa da Universidade para marcar a entrevista com a Irene Davis. Fui ao Simpósio de carona com um casal de amigos de Jundiaí, o Max, que é um ótimo corredor e sua mulher, Andréa, educadora física. No Simpósio esbarrei em alguns conhecidos, como o fisioterapeuta Wesley Craveiro, que conheci em Brasília e com o treinador de Piracicaba Rodrigo Murakami. Também pude encontrar pessoalmente o José Eduardo Gonçalves, com quem tinha trocado algumas mensagens pelo Facebook antes do evento.

O Simpósio excedeu em muito as minhas expectativas. Por que? Porque fizeram algo para questionar convenções e por em dúvida o marketing ligado ao esporte. As palestras derrubaram vários conceitos que estão totalmente enraizados na cultura esportiva, não só dos praticantes de corrida, mas como também os treinadores e profissionais ligados à saúde e reabilitação, como fisioterapeutas e ortopedistas.

O alongamento, por exemplo, questionado pela Contra-Relógio desde 2006, foi alvo de debates acalorados, pois foi deixado claro que não há estudos que comprovem que alongamento previna lesões - e essa é a principal razão dada pelos profissionais de educação física aos seus alunos - a de que alongando o corredor estará menos suscetível à elas.

Foi questionado também o uso de meias de compressão e de palmilhas, por também não apresentarem estudos científicos que apoie o uso desses equipamentos.

A palestra de Matheus de Almeida, que falou sobre aspectos controversos nos tênis tradicionais de corrida, somada à excelente apresentação de Irene Davis, deixou claro que é necessário que as pessoas pensem seriamente em mudar seu padrão de pisada e a adoção de tênis menos estruturados pois ao usar o calcanhar como primeiro contato no chão, o corredor eleva o risco de lesões. Irene, que corre descalça, deixou claro que é necessário aprender a correr corretamente sem calçados antes de tentar os minimalistas e usa sua experiência clínica como exemplo.

Depois do almoço, entrevistei Irene, que é de uma simplicidade impressionante. A entrevista durou  pouco menos de uma hora e quando desliguei o gravador, ela disse "Pronto? Agora me conte a sua história com a corrida descalça".  E continuamos a conversa por mais meia-hora.

Entrei no auditório e a palestra de Alexandre Lopes já estava na metade, mas disse algo muito interessante. Segundo ele, as lesões são multifatoriais, ou seja, algo muito parecido com o que ouvimos sobre acidente de avião - que nunca acontece por um só motivo, mas uma somatória deles. E, para Alexandre, um dos fatores que contribuem para as lesões nos corredores é exatamente o padrão de pisada.

Ao final foi formado um painel de discussão de casos e fui convidado para apresentar algumas dos problemas relatados pelos leitores da CR na seção Medicina Esportiva. As questões são sempre respondidas por José Marques Neto, colaborador da revista de longa data e especialista na área, que aliás, estava presente e fez parte do painel.

Saí do Simpósio contente por ter decidido trilhar pelo caminho (cada vez mais) certo ao adotar os minimalistas e a corrida descalça em 2009. Evidências e pesquisas? Fora o que já apareceu até hoje (ainda pouco), a Irene me disse que tem um grande estudo para ser publicado e que eu vou gostar muito. E você? Já pensou em mudar?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Asics cede mais um pouquinho, mas ainda falta um "pocão"

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A Asics continua caminhando com passos bem tímidos ao minimalismo. Seu principal pesquisador, Simon Bartold, é muito contrário a esse conceito e vive brigando com os defensores da corrida descalça e tênis minimalistas nos fóruns e blogs mundo a fora.

Mas é difícil ficar lutando com uma tendência que vem ganhando espaço a cada dia. O primeiro sinal de que a marca acabou cedendo (de leve) foi o lançamento da linha 33, uma referência ao número de articulações que temos nos pés.

Os 33 tem a forma um pouco mais larga do que se encontra normalmente nos tênis da Asics e não são tão flexíveis, mas pelo menos os tênis são mais baixos, principalmente o Blur.



Para a versão nova do Excel 33 a Asics criou uma tecnologia chamada "Fluid Axis" e a marca diz que revolucionou o design dos tênis ao permitir que a articulação subtalar (a parte do calcanhar responsável movimento natural de pronação e supinação) se mova livremente. Isso, em teoria, deixaria o corredor  livre para executar a pisada da forma mais natural possível.

Entretanto, qualquer tênis realmente minimalista permite com que essa articulação se mova livremente exatamente pelo calçado não ser estruturado. É claro que esse passo da Asics é tímido, mas já é uma certa evolução.

Eu ainda espero a marca lançar um tênis com drop zero, pouco amortecimento e pouca estrutura, pois mesmo com esse lançamento fico sem ter como usar um tênis da marca japonesa. Cederam um pouco, mas para mim, ainda falta um "pocão".

Ps: Um ponto a se notar no vídeo é que no início aparece um pé descalço fazendo a pisada natural (começando com o ante-pé) e depois a mesma pisada com o calçado. O esqusito foi ao final, em que o corredor parece ter se esquecido a técnica do início do vídeo e começou a pisada com o calcanhar. Deve ser para mostrar que é possível correr com esse modelo usando qualquer tipo de técnica de pisada...

Ps 2: Essa semana vou à pré-venda dos modelos da Asics que estarão nas prateleiras brasileiras no segundo semestre de 2013 e acho que terei a oportunidade de ver o novo Excel 33 in-loco. Vamos ver se mudo ou não minha opinião sobre ele.