segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Anton Kupricka lançará a linha Minimus, da New Balance, no Brasil

Eu já havia falado um pouco sobre a linha minimalista da New Balance (nesse post aqui e nesse outro aqui), os "Minimus". Há quatro modelos: o Minimus Road, Mininus Trail, Minimus Life e Minimus Cross-Trainer (veja aqui). Todos eles já tem a "pegada" de tênis mínimos, mas ainda faltam serem "drop zero", ou seja, não ter diferença entre a altura do calcanhar para a frente do pé. Dos quatro, o Trail é que mais se aproxima do ideal.

Mas o que interessa mesmo é que a linha Minimus será oficialmente lançada no Brasil no dia 3 de novembro, às 20 horas, na loja Mundo Corrida (Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4919), em São Paulo. E quem vem para fazer o lançamento é o ultramaratonista Anton Kupricka, que com apenas 28 anos, tem vitórias muito significativas nas principais ultra-maratonas nos EUA, como a Leadville 100, Miwok 100k e Rocky Raccoon, além de boas participações na Western States.

Kupricka tem uma relação "zen" com a corrida e é uma figura muito interessante pois parece que corre sob travesseiros, tal sua leveza. O desenvolvimento e aperfeiçoamento do Minimus Trail teve sua mão, quero dizer, pé.

Essa eu não perco!

Que conhecer um pouco mais sobre o Anton Kupricka?

Leia o blog pessoal dele e o que ele mantém na revista Running Times

Veja também esse vídeo...

[youtube]9SUZ5xB_Skk[/youtube]

...esse...

[youtube]goZNN8h6M6E[/youtube]

...e mais esse:

[youtube]kjDLorXfkao[/youtube]

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sobre a técnica correta da corrida

Se você corre como um dos corredores do vídeo abaixo, entre em contato com o pessoal do Blog "An Athlete's Body - tips, drills and knowledge for sucess" ou "Um corpo de atleta - Dicas, Técnicas e Conhecimento para o Sucesso". Eles podem te ajudar.

[youtube]nGojEyYBmwc[/youtube]

Na edição de outubro da CR, também tem uma matéria da Yara Achôa que aborda a postura correta na corrida. Leia!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Escritos de corredor para corredor



Reproduzo aqui a resenha "De Corredor para Corredor" publicada na edição de setembro da Contra-Relógio.

Apesar de ter sido escrito há 33 anos atrás e de ter referências a campeões da época, "Era uma vez um corredor" ainda captura sensações que nós corredores sentimos. Difícil não ser afetado por ele.

Veja bem: a distância é tipicamente americana – 1 milha. O ambiente universitário, de disputas e camaradagem também. As músicas citadas - nunca ouvi. Mas o que faz tão especial? A capacidade do autor em descrever com exatidão as dificuldades e as sensações pelas quais Quenton Cassidy, o protagonista, passa durante seus treinos e provas.

O autor, o norte-americano John L. Parker Jr, que foi um excelente corredor e amigo de Frank Shorter (vencedor da Maratona dos Jogos Olímpicos de Munique, Alemanha), escreveu e publicou o livro por conta própria em 1978 e era estocado no porta-malas do carro e vendido pelo mesmo. O livro foi tão lido e procurado que por fim acabou sendo publicado por uma editora convencional.

A história é basicamente sobre a busca de Quenton Cassidy em se tornar um campeão e de todos os sacrifícios que tem que fazer para chegar lá, com a ajuda de um amigo que vira seu técnico. Pessoalmente, fiquei com vontade de testar meus próprios limites após virar a última página. O livro é cheio de referências a corredores de expressão, como o próprio Frank Shorter, Roger Bannister, Paavo Nurmi, Kip Keino, entre outros.

A tradução, a cargo de Claudio Figueiredo, é digna de elogios. Todos os termos relacionados a ritmo, distância e “tecnicismos”, aos quais nós, corredores, estamos acostumados, foram respeitados – o que é pouco comum. O autor publicou uma sequência do livro há cerca de 3 anos, chamada “Again to Carthage” (“De volta à Cartago”, em português) em que o protagonista larga a corrida, mas decide voltar a treinar, agora para disputar uma vaga na maratona das Olimpíadas. Contatada, a editora ainda não tem planos para publicá-lo.
TRECHO

“Depois da décima quinta série de quatrocentos metros, teria de pensar por um momento para se lembrar do próprio nome. Mas agora ele tinha seus quatrocentos metros inteiros de descanso, que corria com pequenos passos, saboreando cada instante. Sua mente deixou a condição neutra e se deliciou num estado de espírito de frivolidade. Estava morrendo de sede; a língua tinha colado no céu da boca e não precisava mais cuspir os tufos brancos de saliva congelada, pois não havia mais nenhum.”

SERVIÇO
“Era uma vez um corredor”, John L. Parker Jr. (Editora Intrínseca; 246 pags.; R$ 29,90)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Skechers e a elite. Como assim?



Os tênis da Sketechers são aqueles que servem para tonificar os músculos da perna, glúteos, etc. Eles já estão por aí há algum tempo e vêm fazendo uma campanha agressiva de marketing aqui no Brasil. Tanto que não é mais incomum vermos pessoas calçando um modelo deles - até minha sogra usa.

De qualquer forma, o tênis tem um solado muito alto e é feito para que você não uso o calcanhar para a pisada mesmo quando está caminhando. O benefício ainda precisa ser avaliado. A revista mesmo recebeu um modelo de corrida (foto) que será testado no Guia do Tênis da edição de outubro.

O que foi fato no início deste mês, foi Meb Keflezighi ter assinado com a Skechers. Para lembra: o eritreu naturalizado norte-americano é medalhista de prata na Maratona Olímpica de Atenas (ele foi o segundo cara a ultrapassar o Vanderlei Cordeiro de Lima após o ataque do padre irlandês maluco) e vencedor da Maratona de Nova York 2009 (2:09:19).

Meb não só correrá com os tênis, como também vai participar do desenvolvimento de novos produtos para a marca. Pensei comigo: "Mas ele vai correr com aquele tênis que recebemos? Elite só corre com tênis de competição, bem baixinhos...".

Só deu para entender quando assisti esse vídeo, em que aparece o modelo com que Meb provavelmente vai usar em suas provas e treinos. Christian Burke, o atleta do vídeo, fala um pouco sobre as propriedades do tênis, que "apesar" de ter amortecimento, é incrivelmente flexível. Dá uma olhada:

[youtube]dNuit8gssC4[/youtube]

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Golden 4 Asics: Três anos, três semanas



Quando participei da etapa de Belo Horizonte da Golden Four Asics, bati um recorde pessoal em meia-maratona que durava 3 anos.

Neste último domingo, 3 semanas depois, “rebati” a marca por 27 segundos, quando meu relógio me avisou que tinha completado a prova com 1:40:42.

Ao contrário da etapa mineira, não me emocionei. Desta vez apareceu um largo sorriso no rosto e a sensação de dever cumprido.

O percurso é legal e rápido. Confesso que os “cotovelos” na USP são chatos, mas também é uma oportunidade de trocar algumas palavras com alguns amigos.

Eu ODEIO correr na av. Politécnica (que margeia uma das laterais da Universidade de São Paulo) pois você nunca vê onde fica o ponto de retorno, mas como corremos pela contramão dos carros, não me pareceu tão mal assim.

E por falar na tal Politécnica, foi pouco antes de botarmos os pés por lá que “colei” no amigo Fausto Corteze. Ele tinha perdido um pouco do ritmo e eu acabamos um puxando o outro, o que acabou fazendo com que nós dois batessemos nossos recordes pessoais.

Daí a importância dos marcadores de ritmo em corridas. Não entendo como as pessoas não fazem isso espontâneamente. Vários amigos já tiveram esse tipo de ajuda no exterior.

Nós, brasileiros, somos famosos por sermos amistosos e cordiais etc. Em muitas corridas, poucos se juntam para tentar correr na mesma meta e ir junto até a chegada. Se você passa a correr ao lado de alguém no mesmo ritmo em alguma prova, a pessoa em geral tenta se desvenciliar.

Obrigado Fausto! Se não fosse por você, não tinha batido o recorde que veio depois de 3 anos em 3 semanas.



Fiz o mesmo que fiz BH. Os primeiros 14 km com a huarache e os últimos 7 km descalço. O que parece um mp3 player no meu braço é a sandália que está encaixada por ali.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Campanha do NB Minimus nos EUA

Começou a ser veículada na televisão americana a campanha do modelo minimalista da New Balance - o NB Minimus. O comercial é espirituoso e divertido. O slogan é algo como: "Como descalço, só que melhor". O importante mesmo é saber que já tem marca dando a cara para bater por lá e que o minimalismo está virando "mainstream".

[youtube]p6dcQ14bYmQ[/youtube]

[youtube]JGCho7IyNkY[/youtube]

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Recorde "mundial" pessoal não tem preço



Um recorde pessoal nunca acontece apenas por um motivo. É uma somatória de fatores: treinamento, dedicação, diciplina, vontade, dia, clima, prova, temperatura, sol, vento, companhias, comida, sono, técnico, café, água e gatorade.

Todos esses fatores foram positivos para mim ontem na meia-maratona Asics Golden 4 etapa de Belo Horizonte.

Uma hora antes da prova, acertei com o técnico Wanderlei de Oliveira o ritmo em que deveria correr- estou sendo treinado por ele a cerca de 2 meses.

Larguei controlando o ritmo e fui embora. Durante o caminho, encontrei vários amigos com quem conversei na entrega dos kits, digo, Expo, e continuei firme.

Alías, a Expo é um parágrafo à parte. O almoço de massas, ao contrário do que aconteceu na etapa do Rio, foi farto e a combinação de comer e assistir as palestras foi uma boa sacada. Como a prova é da Asics, havia uma loja da marca com convidativos 20% de desconto nos produtos. Me aproveitei da tenda de massagem para tirar uma dor nas coxas que estava me encucando. O ambiente da Expo era legal, tanto que eram poucos os corredores que pegavam seus kits e iam embora.

De volta à prova - Ter água e isotônico de 3 em 3 km é muito bom porque ninguém se estapeia para se abastecer. Todos que já correram provas com apenas um posto de gatorade sabe do que eu estou falando.

O sol se arriscou, mas a temperatura continuava amena. Um trecho com vento forte, ok. O trecho da Lagoa da Pampulha que corremos tem muitas curvas sinuosas que nos tiram alguns segundos, mas dão graça à prova. Nos kms finais perco um pouco o ritmo, mas ainda estava no alvo.

Chegada: olho o relógio e me emociono. Fechei em 1:41:09, melhorando em  mais de um minuto e meio a marca que eu tinha em na Meia da Corpore de 2008 (1:42:42).

Queria agradecer o treinamento, dedicação, diciplina, vontade, dia, clima, prova, temperatura, sol, vento, companhias, comida, sono, técnico, café, água e gatorade por ter batido meu recorde "mundial" pessoal da meia-maratona.

Além desses fatores, queria dizer que a prova é muito boa e cumpre o que promete. Houve um pequeno atraso na largada, mas tudo bem. É óbvio que também preciso agradecer ao técnico Wanderlei de Oliveira por ter resgatado minha confiança. Tempos mais rápidos virão.

Bater um recorde pessoal que durava 3 anos, não tem preço.

ps: Foi um sábado e domingo muito bom na companhia de pessoas ótimas. Dos grandes amigos: André Savazoni, Wanderlei de Oliveira, Fernanda Paradizo, Harry (Blog do Harry), Nino e David Homsi. Da turma da Asics: Andréa Longhi, Giovani Decker, Danilo Balú, Rodrigo Cury, Tatiana, Bruna Moura, Cintia Banús, Thiago, Iberê, Solonei e Simone Chagas. Dos mineiros show de bola: Carlyle, Giordano,Leonardo Mesquita, Rodrigo Smarzaro, Japão, e os descalços Leonardo Liporati e Roger.

ps2: Sim, corri a prova de huaraches e fiz os últimos 7 km descalço. No fim das contas, o que faz você correr é o treinamento e não o que você usa ou não nos pés.