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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Recorde "mundial" pessoal não tem preço



Um recorde pessoal nunca acontece apenas por um motivo. É uma somatória de fatores: treinamento, dedicação, diciplina, vontade, dia, clima, prova, temperatura, sol, vento, companhias, comida, sono, técnico, café, água e gatorade.

Todos esses fatores foram positivos para mim ontem na meia-maratona Asics Golden 4 etapa de Belo Horizonte.

Uma hora antes da prova, acertei com o técnico Wanderlei de Oliveira o ritmo em que deveria correr- estou sendo treinado por ele a cerca de 2 meses.

Larguei controlando o ritmo e fui embora. Durante o caminho, encontrei vários amigos com quem conversei na entrega dos kits, digo, Expo, e continuei firme.

Alías, a Expo é um parágrafo à parte. O almoço de massas, ao contrário do que aconteceu na etapa do Rio, foi farto e a combinação de comer e assistir as palestras foi uma boa sacada. Como a prova é da Asics, havia uma loja da marca com convidativos 20% de desconto nos produtos. Me aproveitei da tenda de massagem para tirar uma dor nas coxas que estava me encucando. O ambiente da Expo era legal, tanto que eram poucos os corredores que pegavam seus kits e iam embora.

De volta à prova - Ter água e isotônico de 3 em 3 km é muito bom porque ninguém se estapeia para se abastecer. Todos que já correram provas com apenas um posto de gatorade sabe do que eu estou falando.

O sol se arriscou, mas a temperatura continuava amena. Um trecho com vento forte, ok. O trecho da Lagoa da Pampulha que corremos tem muitas curvas sinuosas que nos tiram alguns segundos, mas dão graça à prova. Nos kms finais perco um pouco o ritmo, mas ainda estava no alvo.

Chegada: olho o relógio e me emociono. Fechei em 1:41:09, melhorando em  mais de um minuto e meio a marca que eu tinha em na Meia da Corpore de 2008 (1:42:42).

Queria agradecer o treinamento, dedicação, diciplina, vontade, dia, clima, prova, temperatura, sol, vento, companhias, comida, sono, técnico, café, água e gatorade por ter batido meu recorde "mundial" pessoal da meia-maratona.

Além desses fatores, queria dizer que a prova é muito boa e cumpre o que promete. Houve um pequeno atraso na largada, mas tudo bem. É óbvio que também preciso agradecer ao técnico Wanderlei de Oliveira por ter resgatado minha confiança. Tempos mais rápidos virão.

Bater um recorde pessoal que durava 3 anos, não tem preço.

ps: Foi um sábado e domingo muito bom na companhia de pessoas ótimas. Dos grandes amigos: André Savazoni, Wanderlei de Oliveira, Fernanda Paradizo, Harry (Blog do Harry), Nino e David Homsi. Da turma da Asics: Andréa Longhi, Giovani Decker, Danilo Balú, Rodrigo Cury, Tatiana, Bruna Moura, Cintia Banús, Thiago, Iberê, Solonei e Simone Chagas. Dos mineiros show de bola: Carlyle, Giordano,Leonardo Mesquita, Rodrigo Smarzaro, Japão, e os descalços Leonardo Liporati e Roger.

ps2: Sim, corri a prova de huaraches e fiz os últimos 7 km descalço. No fim das contas, o que faz você correr é o treinamento e não o que você usa ou não nos pés.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Corri a meia de SP...descalço

Faz pouco mais de um ano em que eu comecei a correr com aquela tal "luva" para os pés, o Vibram Five Fingers. Corri com dois modelos, o KSO e o Bikila. Depois veio o RunAmoc e comecei a sentir vontade de correr sem nada nos pés. E ontem, corri minha primeira prova absolutamente descalço.

Lógico que esse caminho teve alguns percalços. Apesar da musculatura já estar muito bem adaptada, a pele dos pés tem algumas particularidades. Todos nós corredores, quando corremos e sentimos alguma dor muscular, sabemos que ela é oriunda do exercício em si, e em geral, "corremos" por cima da dor e continuamos nosso caminho.

Para correr descalço, se você sente alguma dor na pele da sola do pé, em geral, significa que você ganhou uma bolha. Demorou algum tempo para que eu pudesse entender o momento em que eu deveria parar de correr imediatamente para evitar incômodos. A partir do momento em que passei a captar as mensagens de bolhas prenunciadas, evoluí rapidamente.

Ontem, na Meia de SP, corri ao lado do amigo Fausto Corteze, que faz parte do grupo de corredores de Jundiaí do qual faço parte - os Corredólatras. Havíamos combinado de correr em um ritmo bem conservador, de acordo com a planilha que nós dois estamos seguindo rumo à Maratona de Porto Alegre, dia 22 de maio,

Começamos bem devagar mesmo, e o primeiro km passamos com 6:10 min/km. Mas conseguimos imprimir um ritmo progressivo e terminamos a prova com 1h54.

Meus pés terminaram muito bem a prova. Os piores lugares para correr foram alguns trechos do Minhocão, em que o asfalto estava muito ruim - tipo choquito -, mas no geral, fiquei muito feliz por terminar com meus pés inteiros, apenas um pouco doloridos. O forte calor que marcou a prova só enquentou mesmo o asfalto no final da prova, mas era absolutamente suportável.

Vou correr a Maratona de Porto Alegre descalço? Sinceramente, eu não sei. Muita água vai passar embaixo da ponte, mas completar essa Meia me mostrou que pode ser viável.

Queria agradecer o amigo Erik Neves pela sugestão de levar minha huarache em uma pochete, caso os pés pedissem água, o que não foi necessário. Também preciso deixar meu muito obrigado ao Fausto pela companhia durante a prova. Se tivesse corrido sozinho, com certeza teria relaxado e não teria forçado na segunda parte, quando o calor passou a castigar.

BOM HUMOR. Durante a prova, alguns corredores curiosos vieram conversar comigo, perguntando se eu ia correr todo o percurso descalço, etc. Outros tiravam sarro como quando encontrei o Tomaz: "Que foi? Esqueceu o tênis?". O mais divertido mesmo foi quando faltavam cerca de 2 km para o final da prova e escutei alguém comentar: "Caramba, a gente vai 'perder' para aquele cara que tá descalço!"

Eu não sei quanto à vocês, mas eu só corro para ganhar de mim mesmo. :)