Depois de pesquisar muito, consegui finalmente deixar pronto o fórum de discussão do Corrida Natural. Por que um fórum? Porque fica mais fácil para centralizar as informações importantes e fazer com que o site vire um ponto de encontro para quem busca e/ou quer compartilhar seus conhecimentos.
O fórum está categorizado da seguinte maneira:
- Correndo descalço
- Minimalistas & Cia
- Treinamento
- Provas & Relatos
- Clínicas
- Lesões & Prevenção
- Ciência & Imprensa
Sua colaboração e participação é fundamental!
Clique na aba "Fórum" ou aqui.
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Pessoal, sei que muitos tiveram dificuldades para se cadastrar no Wordpress para começar a colaborar. Coloquei um novo plug-in no Wordpress que resolve o problema. Por favor, entrem no campo de login e peçam para que a senha seja reenviada.
sábado, 17 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Post inaugural do site
Sei que pode parecer esquisito dizer que este post inaugura o blog Corrida Natural, já que você pode perceber que há várias postagens antigas nele.
Eu sou o autor do Blog Corredólatra, que fica no site da Revista Contra-Relógio desde 2010 e venho escrevendo entre outras coisas, sobre minimalismo e corrida descalça. São exatamente esses posts que estão aqui. Migrei de lá tudo que eu tinha escrito sobre o assunto.
Esse site é aberto à colaborações de todos. Em breve, alguns dos meu amigos "descalços" e que correm com tênis minimalistas passarão a escrever no site e compartilhar suas experiências.
Fiquem a vontade para comentar, cornetar, sugerir e mandar suas contribuições para que este site seja um ponto de encontro daqueles que se interessam por corrida descalça e minimalistas ou mesmo aqueles que procuram simplesmente melhorar sua técnica.
Vamos em frente!
Sérgio Rocha
Editor
Eu sou o autor do Blog Corredólatra, que fica no site da Revista Contra-Relógio desde 2010 e venho escrevendo entre outras coisas, sobre minimalismo e corrida descalça. São exatamente esses posts que estão aqui. Migrei de lá tudo que eu tinha escrito sobre o assunto.
Esse site é aberto à colaborações de todos. Em breve, alguns dos meu amigos "descalços" e que correm com tênis minimalistas passarão a escrever no site e compartilhar suas experiências.
Fiquem a vontade para comentar, cornetar, sugerir e mandar suas contribuições para que este site seja um ponto de encontro daqueles que se interessam por corrida descalça e minimalistas ou mesmo aqueles que procuram simplesmente melhorar sua técnica.
Vamos em frente!
Sérgio Rocha
Editor
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Clínica de tênis minimalistas e corrida descalça
Já faz algum tempo que venho amadurecendo a ideia de organizar uma Clínica para aqueles corredores que se interessam ou já correm com tênis minimalistas ou mesmo descalço.
A maioria dos leitores deste blog sabem que estou "nessa história" de correr descalço ou com tênis mínimos há cerca de 3 anos e nesse período li, pesquisei e experimentei vários tipos de calçados em treinos e provas. A ideia que eu tenho por trás da Clínica é de poder ter a oportunidade de ajudar as pessoas que estão interessadas em correr com esses tipos de calçados ou sem nenhum mesmo. Os que estão iniciando poderão aprimorar sua visão sobre o assunto e obter dicas valiosas para que sua transição não venha acompanhada de lesões inesperadas. Para aqueles que já tem vivência no assunto, é uma chance de rever conceitos, esclarecer dúvidas e compartilhar experiências.
Assuntos que serão abordados:
1) O que é corrida natural: estudos e evidências
2) Tênis minimalistas e corrida descalça: conceitos e adaptação
3) Técnica de corrida: os três pilares.
4) Prática: a aplicação da técnica na esteira e análise com vídeo.
A primeira Clínica será realizada no dia 8 de dezembro (sábado) na Loja Velocità Moema (rua Pavão, 342 - São Paulo, SP), das 9:00 às 10:30 da manhã. O custo é de R$ 60 e as inscrições podem ser feitas clicando no botão abaixo.
Eu também criei uma página especial da Clínica no Facebook (clique aqui) para divulgar e incentivar a troca de informações entre os corredores.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
E a Mizuno finalmente entra no bonde do minimalismo
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A Mizuno lançará em janeiro de 2013 (ao menos no exterior) uma linha de minimalistas para valer.
A linha será chamada de "Evo" (aliás, esse nome deve render processo por parte da Vivo Barefoot - veja aqui) e os tênis tem zero de drop (sem diferença entre a altura do calcanhar para a frente do pé e tem a forma larga. Serão dois modelos:
- Evo Levitas: amortecimento de 15 mm; 200 gramas de peso - modelo 40 masc.; preço lá fora - US$ 110)
- Evo Cursoris: amortecimento de 18 mm, 230 gramas - modelo 40 masc.; preço lá fora - US$ 120)
No vídeo, os designers dizem que a Mizuno decidiu desenvolver um produto para as pessoas que estão usando o médio-pé como contato inicial da pisada ao invés do calcanhar, e por isso, tranferiram a placa wave para a frente do calçado. Apesar de dizerem que o tênis é bastante flexível, não é possível saber, pois não fizeram o "show de contorcionismo" como modelo, que deve ser apenas uma amostra. Porém, a forma é larga e me interessei bastante pelo produto.
Ainda não entrei em contato com a Mizuno brasileira, mas farei um update desse post assim que tiver mais informações sobre eles.
Atualização: Fui informado pela assessoria de imprensa da Mizuno, que a linha Evo será lançada no Brasil em fevereiro de 2013. Isso de certa forma vem ao encontro com a política da marca, que é de fazer os lançamentos do novos modelos em nível mundial, ou seja, chega aqui quase ao mesmo tempo que lá fora. Em geral as outras marcas internacionais (Asics, Adidas e Nike, por exemplo) lançam seus novos modelos ou atualiações por aqui com um semestre de diferença. Ficou faltando a informação do preço dos modelos, mas devem ser ficar entre R$ 500 e R$ 600 por causa dos impostos, tarifas anti-dumping, etc.
Atualização 2: Supresa! Os dois modelos serão comercializados por R$ 299 no Brasil e a venda será restrita às lojas especializadas em corrida, como a Procorrer, Velocità, Fast Runner, etc. Ótimo preço, sem dúvida!
A Mizuno lançará em janeiro de 2013 (ao menos no exterior) uma linha de minimalistas para valer.
A linha será chamada de "Evo" (aliás, esse nome deve render processo por parte da Vivo Barefoot - veja aqui) e os tênis tem zero de drop (sem diferença entre a altura do calcanhar para a frente do pé e tem a forma larga. Serão dois modelos:
- Evo Levitas: amortecimento de 15 mm; 200 gramas de peso - modelo 40 masc.; preço lá fora - US$ 110)
- Evo Cursoris: amortecimento de 18 mm, 230 gramas - modelo 40 masc.; preço lá fora - US$ 120)
No vídeo, os designers dizem que a Mizuno decidiu desenvolver um produto para as pessoas que estão usando o médio-pé como contato inicial da pisada ao invés do calcanhar, e por isso, tranferiram a placa wave para a frente do calçado. Apesar de dizerem que o tênis é bastante flexível, não é possível saber, pois não fizeram o "show de contorcionismo" como modelo, que deve ser apenas uma amostra. Porém, a forma é larga e me interessei bastante pelo produto.
Ainda não entrei em contato com a Mizuno brasileira, mas farei um update desse post assim que tiver mais informações sobre eles.
Atualização: Fui informado pela assessoria de imprensa da Mizuno, que a linha Evo será lançada no Brasil em fevereiro de 2013. Isso de certa forma vem ao encontro com a política da marca, que é de fazer os lançamentos do novos modelos em nível mundial, ou seja, chega aqui quase ao mesmo tempo que lá fora. Em geral as outras marcas internacionais (Asics, Adidas e Nike, por exemplo) lançam seus novos modelos ou atualiações por aqui com um semestre de diferença. Ficou faltando a informação do preço dos modelos, mas devem ser ficar entre R$ 500 e R$ 600 por causa dos impostos, tarifas anti-dumping, etc.
Atualização 2: Supresa! Os dois modelos serão comercializados por R$ 299 no Brasil e a venda será restrita às lojas especializadas em corrida, como a Procorrer, Velocità, Fast Runner, etc. Ótimo preço, sem dúvida!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Falando sobre tênis minimalistas e corrida descalça na TV
O amigo e jornalista Gustavo Maia me chamou para gravar um papo sobre tênis minimalistas e corrida descalça na primeira edição do Fôlego 25, programa sobre corrida e qualidade de vida do canal local da NET, em Jundiaí, onde moro.
É sempre bom ter a oportunidade de falar sobre esse assunto. E além do mais, estar no mesmo programa que tem uma entrevista com o "meu primo", Solonei Rocha, é uma tremenda honra.
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É sempre bom ter a oportunidade de falar sobre esse assunto. E além do mais, estar no mesmo programa que tem uma entrevista com o "meu primo", Solonei Rocha, é uma tremenda honra.
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Agora sim: 3h28 em Buenos Aires.
Em 2008, tinha feito 3h36 em Porto Alegre.
No ano seguinte, fui à Punta del Este para tentar melhorar essa marca.
Só que uma lesão, que tinha aparecido durante o treinamento, decidiu ficar crônica justamente na prova uruguaia.
Ainda sim, completei em 3h47.
A lesão era uma síndrome do piriforme e não queria sumir.
Toda vez que pousava o calcanhar durante a corrida, sentia algo como um choque na região dos glúteos.
Dei um tempo. Voltei a treinar mas o choque continuava.
Decidi usar um Nike Free que estava empoerado no armário. Se "simulasse" a corrida descalça, a biomecânica seria diferente e, quem sabe, não sentiria dores.
Dito e feito. Passei a correr regularmente o Free. Comprei um Vibram Five Fingers e fui me adaptando.
Cometi erros, corrigi uns, insisti em outros. Comecei a correr descalço também.
O piriforme nunca mais deu seu sinal de existência - ao menos a tal da síndrome.
Ano passado já me sentia pronto para correr uma maratona de novo e fui para Porto Alegre. Tive câibras nas panturrilhas e abandonei.
Decidi que deveria mudar o jeito que treinava e passei a receber orientações do técnico e agora grande amigo, Wanderlei de Oliveira.
O resultados começaram a aparecer. Melhorei meu resultado na meia e cheguei perto de ser sub-1h40. Nos 10 km voltei a correr na casa de 45 minutos.
Fiquei alternando entre disputar provas descalço e sandálias para no final descobrir que o melhor era sempre competir com o Five Fingers.
Continuei treinando bem, mas o "pulo do gato" foi mudar algo que achava que não precisava - a alimentação.
Depois de ler bastante coisa a respeito (Phil Maffetone, Tim Noakes, dieta do paleolítico, etc), conversar com alguns nutricionistas e trocar figurinhas com o Danilo Balu (que além de Educador Físico, também é nutricionista) decidi que ia tirar os carboidratos processados da minha alimentação.
Pode parecer radical ou loucura ficar sem comer pães e macarrão, por exemplo. Eu tirei tudo que tenha farinha de trigo (integral ou não) da minha alimentação. Arroz, batatas e milho também estão de fora. Qualquer alimento que tenha sido industrializado também não entra no meu cardápio - bolachas, massas de microondas, etc. Açucar refinado? Me dou o luxo de usar apenas no cafezinho.
Minha alimentação passou a se basear em sementes, castanhas, ovos, saladas (muita salada), carnes diversas, azeite de oliva, muitas frutas e derivados de leite com o iogurtes e queijos. Tudo isso para que haja um baleanceamento do consumo de gorduras, proteínas e ácidos graxos com baixo consumo de carboidratos. Não, não tive crise de abistinência. Comparo a tirada dos carboidratos processados e alimentos industrializados da minha alimentação como a decisão de parar de fumar (é, sou ex-fumante).
A explicação, a grosso modo, é a seguinte: os carboidratos processados causam aumento da produção de insulina no corpo, porque é a insulina que entra em ação para tranformar o carbos em glicose. Quando há excesso de insulina no sangue (causado por alto consumo de carboidratos) o metabolismo da glicose é prejudicado, ou seja, atrapalha o processo de armazenamento de glicogênio nos músculos e fígado, e esses carbos que eu consumia viravam gordura, empatando a conta. O pessoal chama isso de "síndrome metabolica" e é, em geral, relacionada à obesidade, mas acontece com várias pessoas com peso "saudável" e uns dizem que é mais comum do que muitos pensam.
No meu caso, portanto, o baixo consumo de carboidratos associado aos alimentos que venho consumindo acabaram por balancear esse metabolismo fazendo com que o corpo pudesse me fornecer energia de forma mais eficaz e, de quebra, queimou o excesso de gorduras acumuladas.
Devo dizer que isso se aplica ao meu caso. Nem todas pessoas tem essa intolerância à insulina. Há casos e casos e o ideal é que você converse com uma nutricionista para saber melhor a esse respeito, como eu fiz. Alías, se você for nutricionista ou saber mais sobre esse assunto, por favor, me corrija se eu estiver errado.
E o que mudou? Bom, nesses 3 meses em que fiz essa mudança, emagreci 8 quilos e passei a treinar com um nível de energia que nunca tinha tido antes. Nesse interim, bati meu recorde dos 10 km (de 44:45 para 43:30) e da Meia-Maratona - de (1h40 para 1h37).
O único recorde pessoal que perdurava era o da maratona. Foi com essa intenção que desembarquei em Buenos Aires na última sexta-feira.
E agora sim, ao fazer 3:28:19, baixei 8 minutos do tempo que fizera em Porto Alegre há quatro anos atrás. Corri de Vibram Five Fingers e fiquei com as mesmas dores musculares que todos sentem após completar a prova - dificuldade para andar, subir e descer escadas, etc.
Hoje, mais do que nunca, sinto que realmente não basta apenas treinar com dedicação. É necessário observar tudo o que entra na lista para se boas performances e de como nosso corpo dispõe e oferece energia para os exercícios. E saber que para isso não é necessário ficar tomando suplementos alimentares caros ou ficar no senso comum de que sem carboidratos não é possível correr bem, é no mínimo, intrigante.
Carbo em gel? Sim, uso apenas durante a prova e só, até porque durante o exercício, a produção de insulina é reduzida.
Depois tento escrever sobre a prova portenha.
Nesse momento quero apenas permanecer com o sorriso no rosto. E basta.
No ano seguinte, fui à Punta del Este para tentar melhorar essa marca.
Só que uma lesão, que tinha aparecido durante o treinamento, decidiu ficar crônica justamente na prova uruguaia.
Ainda sim, completei em 3h47.
A lesão era uma síndrome do piriforme e não queria sumir.
Toda vez que pousava o calcanhar durante a corrida, sentia algo como um choque na região dos glúteos.
Dei um tempo. Voltei a treinar mas o choque continuava.
Decidi usar um Nike Free que estava empoerado no armário. Se "simulasse" a corrida descalça, a biomecânica seria diferente e, quem sabe, não sentiria dores.
Dito e feito. Passei a correr regularmente o Free. Comprei um Vibram Five Fingers e fui me adaptando.
Cometi erros, corrigi uns, insisti em outros. Comecei a correr descalço também.
O piriforme nunca mais deu seu sinal de existência - ao menos a tal da síndrome.
Ano passado já me sentia pronto para correr uma maratona de novo e fui para Porto Alegre. Tive câibras nas panturrilhas e abandonei.
Decidi que deveria mudar o jeito que treinava e passei a receber orientações do técnico e agora grande amigo, Wanderlei de Oliveira.
O resultados começaram a aparecer. Melhorei meu resultado na meia e cheguei perto de ser sub-1h40. Nos 10 km voltei a correr na casa de 45 minutos.
Fiquei alternando entre disputar provas descalço e sandálias para no final descobrir que o melhor era sempre competir com o Five Fingers.
Continuei treinando bem, mas o "pulo do gato" foi mudar algo que achava que não precisava - a alimentação.
Depois de ler bastante coisa a respeito (Phil Maffetone, Tim Noakes, dieta do paleolítico, etc), conversar com alguns nutricionistas e trocar figurinhas com o Danilo Balu (que além de Educador Físico, também é nutricionista) decidi que ia tirar os carboidratos processados da minha alimentação.
Pode parecer radical ou loucura ficar sem comer pães e macarrão, por exemplo. Eu tirei tudo que tenha farinha de trigo (integral ou não) da minha alimentação. Arroz, batatas e milho também estão de fora. Qualquer alimento que tenha sido industrializado também não entra no meu cardápio - bolachas, massas de microondas, etc. Açucar refinado? Me dou o luxo de usar apenas no cafezinho.
Minha alimentação passou a se basear em sementes, castanhas, ovos, saladas (muita salada), carnes diversas, azeite de oliva, muitas frutas e derivados de leite com o iogurtes e queijos. Tudo isso para que haja um baleanceamento do consumo de gorduras, proteínas e ácidos graxos com baixo consumo de carboidratos. Não, não tive crise de abistinência. Comparo a tirada dos carboidratos processados e alimentos industrializados da minha alimentação como a decisão de parar de fumar (é, sou ex-fumante).
A explicação, a grosso modo, é a seguinte: os carboidratos processados causam aumento da produção de insulina no corpo, porque é a insulina que entra em ação para tranformar o carbos em glicose. Quando há excesso de insulina no sangue (causado por alto consumo de carboidratos) o metabolismo da glicose é prejudicado, ou seja, atrapalha o processo de armazenamento de glicogênio nos músculos e fígado, e esses carbos que eu consumia viravam gordura, empatando a conta. O pessoal chama isso de "síndrome metabolica" e é, em geral, relacionada à obesidade, mas acontece com várias pessoas com peso "saudável" e uns dizem que é mais comum do que muitos pensam.
No meu caso, portanto, o baixo consumo de carboidratos associado aos alimentos que venho consumindo acabaram por balancear esse metabolismo fazendo com que o corpo pudesse me fornecer energia de forma mais eficaz e, de quebra, queimou o excesso de gorduras acumuladas.
Devo dizer que isso se aplica ao meu caso. Nem todas pessoas tem essa intolerância à insulina. Há casos e casos e o ideal é que você converse com uma nutricionista para saber melhor a esse respeito, como eu fiz. Alías, se você for nutricionista ou saber mais sobre esse assunto, por favor, me corrija se eu estiver errado.
E o que mudou? Bom, nesses 3 meses em que fiz essa mudança, emagreci 8 quilos e passei a treinar com um nível de energia que nunca tinha tido antes. Nesse interim, bati meu recorde dos 10 km (de 44:45 para 43:30) e da Meia-Maratona - de (1h40 para 1h37).
O único recorde pessoal que perdurava era o da maratona. Foi com essa intenção que desembarquei em Buenos Aires na última sexta-feira.
E agora sim, ao fazer 3:28:19, baixei 8 minutos do tempo que fizera em Porto Alegre há quatro anos atrás. Corri de Vibram Five Fingers e fiquei com as mesmas dores musculares que todos sentem após completar a prova - dificuldade para andar, subir e descer escadas, etc.
Hoje, mais do que nunca, sinto que realmente não basta apenas treinar com dedicação. É necessário observar tudo o que entra na lista para se boas performances e de como nosso corpo dispõe e oferece energia para os exercícios. E saber que para isso não é necessário ficar tomando suplementos alimentares caros ou ficar no senso comum de que sem carboidratos não é possível correr bem, é no mínimo, intrigante.
Carbo em gel? Sim, uso apenas durante a prova e só, até porque durante o exercício, a produção de insulina é reduzida.
Depois tento escrever sobre a prova portenha.
Nesse momento quero apenas permanecer com o sorriso no rosto. E basta.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Calçar ou não calçar: eis a questão
Depois de experimentar muitas coisas no pé nesses últimos dois anos em que adotei o minimalismo e a corrida descalça, consegui agora bater o martelo. Martelo no sentido de como me calçar ou não calçar nos treinos e provas.
Ah! Para aqueles que acham que para correr descalço ou quase é necessário ser "biomecanicamente perfeito": vejam minhas lindas joanetes!
1) TREINOS DE QUALIDADE EM PISTA DE ATLETISMO: DESCALÇO.

Não tem jeito. Correr descalço na pista do Bolão, em Jundiaí, é imbatível para mim. Já corri com os Vibram Five Fingers, com huaraches e outros minimalistas. Quando descalço consigo me manter atento à técnica e não tenho dúvida que meus treinos são mais rápidos quando não tenho nada nos pés. Qualquer outro calçado eu sinto que perco aderência, a não ser que eu calce uma sapatilha, que é fora de cogitação para mim, dada a “estreiteza” desse tipo de calçado.
2) RODAGENS: DESCALÇO E HUARACHES.


Nas rodagens alternar o descalço com as sandálias me parecem a solução perfeita, principalmente depois da experiência de correr com o mais recente modelo das Lunas Sandals, com os ATS laces. O ajuste ficou mais fácil e o fato de não ter nenhum tipo de cabedal torna a experiência mais próxima do que seria o descalço – o pé inteiro respira. Por vezes, faço as rodagens sem as sandálias, dependendo do local onde estou treinando. O Parque do Ibirapuera, por exemplo, com o asfalto todo recapeado é um verdadeiro tapete para mim.
3) PROVAS: VIBRAM FIVE FINGERS KSO

Depois de ter problemas com o uso dos VFF, abandonei esses calçados por um bom tempo – devo ter ficado mais de um ano sem calçar um. Acontece que toda vez que usava os VFF, eu não conseguia correr corretamente. Quando dava por mim, estava aterrisando com o calcanhar ou tracionando demais para decolar. Então os VFF que eu tinha ficaram esquecidos no fundo do meu armário.
Eu até corri algumas provas descalço por experiência e gostei, mas achava que para competir, quando queremos dar tudo que temos, não dá para ficar se preocupando com a qualidade do asfalto da prova. Com as huaraches, minhas experiências não foram muito boas, pois sou daquele tipo de corredor que pega dois copos no posto de abastecimento. Bebo um e o outro vai para cima da cabeça para “arrefecer o motor”. Quando faço isso, a água desce até os pés e as sandálias ficavam “sambando” neles. Com o VivoBarefoot Ultra, que usei na Maratona de Porto Alegre, acontece a mesma coisa. Como o calçado é todo feito de EVA, não tem escape para a água, e meu pé também deu umas escorregadas durante a prova.
Foi então que decidi dar mais uma chance para os VFF. Na verdade até pensei em usá-los em PoA, mas desisti por ter feito poucos longos com eles. Devia ter usado. Meus recordes nos 10 km (43 min) e na Meia-Maratona (1h39) vieram com os VFF. Fiz um tempo muito bom também na Maratona Beto Carrero, em que corri pouco mais que 21.1 km. O que eu senti, como escrevi nesse post, é que agora, que minha técnica de corrida está melhor, não importa mais o que uso nos pés. Os VFF não “sambam” nos meus pés quando ficam encharcados de água, então acabam sendo perfeitos para a tarefa. O detalhe é que uso meias para correr com eles. São meias que também separam os dedos e preciso delas pois o VFF KSO que uso tem uma costuras que me machucam e elas solucionam esse problema.
No próximo domingo vou correr a Meia Internacional do Rio com os VFF e preciso comprovar para mim mesmo que o tempo que fiz no Beto Carrero é de verdade. A meia servirá como preparação para a Maratona de Buenos Aires, em outubro. Até lá, não farei mais experiências com os calçados em provas, pois como diz o título desse post – bati o martelo.
Ah! Para aqueles que acham que para correr descalço ou quase é necessário ser "biomecanicamente perfeito": vejam minhas lindas joanetes!
1) TREINOS DE QUALIDADE EM PISTA DE ATLETISMO: DESCALÇO.
Não tem jeito. Correr descalço na pista do Bolão, em Jundiaí, é imbatível para mim. Já corri com os Vibram Five Fingers, com huaraches e outros minimalistas. Quando descalço consigo me manter atento à técnica e não tenho dúvida que meus treinos são mais rápidos quando não tenho nada nos pés. Qualquer outro calçado eu sinto que perco aderência, a não ser que eu calce uma sapatilha, que é fora de cogitação para mim, dada a “estreiteza” desse tipo de calçado.
2) RODAGENS: DESCALÇO E HUARACHES.
Nas rodagens alternar o descalço com as sandálias me parecem a solução perfeita, principalmente depois da experiência de correr com o mais recente modelo das Lunas Sandals, com os ATS laces. O ajuste ficou mais fácil e o fato de não ter nenhum tipo de cabedal torna a experiência mais próxima do que seria o descalço – o pé inteiro respira. Por vezes, faço as rodagens sem as sandálias, dependendo do local onde estou treinando. O Parque do Ibirapuera, por exemplo, com o asfalto todo recapeado é um verdadeiro tapete para mim.
3) PROVAS: VIBRAM FIVE FINGERS KSO
Depois de ter problemas com o uso dos VFF, abandonei esses calçados por um bom tempo – devo ter ficado mais de um ano sem calçar um. Acontece que toda vez que usava os VFF, eu não conseguia correr corretamente. Quando dava por mim, estava aterrisando com o calcanhar ou tracionando demais para decolar. Então os VFF que eu tinha ficaram esquecidos no fundo do meu armário.
Eu até corri algumas provas descalço por experiência e gostei, mas achava que para competir, quando queremos dar tudo que temos, não dá para ficar se preocupando com a qualidade do asfalto da prova. Com as huaraches, minhas experiências não foram muito boas, pois sou daquele tipo de corredor que pega dois copos no posto de abastecimento. Bebo um e o outro vai para cima da cabeça para “arrefecer o motor”. Quando faço isso, a água desce até os pés e as sandálias ficavam “sambando” neles. Com o VivoBarefoot Ultra, que usei na Maratona de Porto Alegre, acontece a mesma coisa. Como o calçado é todo feito de EVA, não tem escape para a água, e meu pé também deu umas escorregadas durante a prova.
Foi então que decidi dar mais uma chance para os VFF. Na verdade até pensei em usá-los em PoA, mas desisti por ter feito poucos longos com eles. Devia ter usado. Meus recordes nos 10 km (43 min) e na Meia-Maratona (1h39) vieram com os VFF. Fiz um tempo muito bom também na Maratona Beto Carrero, em que corri pouco mais que 21.1 km. O que eu senti, como escrevi nesse post, é que agora, que minha técnica de corrida está melhor, não importa mais o que uso nos pés. Os VFF não “sambam” nos meus pés quando ficam encharcados de água, então acabam sendo perfeitos para a tarefa. O detalhe é que uso meias para correr com eles. São meias que também separam os dedos e preciso delas pois o VFF KSO que uso tem uma costuras que me machucam e elas solucionam esse problema.
No próximo domingo vou correr a Meia Internacional do Rio com os VFF e preciso comprovar para mim mesmo que o tempo que fiz no Beto Carrero é de verdade. A meia servirá como preparação para a Maratona de Buenos Aires, em outubro. Até lá, não farei mais experiências com os calçados em provas, pois como diz o título desse post – bati o martelo.
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