O site Sneakers BR publicou as fotos de dois novos lançamentos da Adidas que usam o novo composto de entressola da marca, o Adistar Boost e a atualização do Adios - o Adios Boost. Os dois serão apresentados na Expo da Maratona de Boston nesse final de semana e é bem capaz que os atletas patrocinados pela Adidas usem o novo Adios na prova, que acontece na próxima segunda-feira (feriado local - Dia do Patriota).
Alías, o Adios é o tênis predileto de vários corredores que conheço e foi calçando ele que Patrick Makau e Geoffrey Mutai bateram, respectivamente, o recorde mundial (2:03:38 - Berlim 2011) e a melhor marca da maratona (2:03:02 - Boston 2011).
No entanto, há duas coisas que me desagradam nele: o drop alto (9 mm) e a forma muito estreita. Na verdade é tão estreita, que em geral é necessário usar um número ainda maior para caber no pé.
Meu amigo André Savazoni irá correr em Boston e é bem capaz que volte com um desses nos pés e então veremos do que ele é capaz de fazer, pois ainda não estou convencido que a tal composto de TPU (Boost) possa melhor a performance, já que a Adidas não divulgou nenhum estudo nesse sentido (leia aqui o post que fiz a esse respeito).
É capaz do Adios Boost dar as suas caras no Brasil no segundo semestre, mas ainda vou apurar essa informação e atualizarei o post.
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Adidas Adipure Gazelle, por André Savazoni
Este post inaugura uma das partes que mais me atraem nos blogs que leio: os reviews de tênis feitos por leitores(as)/amigos(as) do site. No caso, o colega de revista Contra-Relógio, André Savazoni, escreveu sobre o Adidas Adipure Gazelle.
No ano passado eu tinha feito um post sobre a linha de minimalistas que a Adidas estava lançando no exterior (leia aqui). Conversei com o pessoal da marca alemã por aqui e a previsão era que essa linha iria chegar ao Brasil no segundo semestre deste ano. Fui lendo o que se falava a respeito dos tênis e o pessoal era só elogios. Quando o André foi à Maratona da Disney em janeiro deste ano, comprou um par do Gazelle e, é claro que encomendei um "review" sobre os tênis. Obrigado, André!
"Corro desde 2008, treinando mais especificamente com planilhas a partir de 2010. Comecei a baixar gradualmente, tanto a altura quanto o peso, dos tênis em maio de 2011, depois que fiz o último longão para a Maratona de Porto Alegre e senti dores no joelho direito. Tive de ficar alguns dias de "molho" e recebi do Sérgio Rocha um modelo da K-Swiss mais baixo. Corri sem dores a prova e, a partir daí, fui percebendo as diferenças entre os modelos tradicionais e os de competição. Foi um caminho sem volta, chegando hoje também até os minimalistas ou com características minimalistas. Ah, desde então, nunca mais meu joelho doeu.
Tenho todos os meus recordes pessoais (18:50 nos 5 km, 39:37 nos 10 km, 1:26:32 nos 21 km e 2:59:55 nos 42 km) com tênis de performance ou minimalistas. Por sinal, uso os modelos para qualquer tipo de treinos: tiros, rodagem, longões e provas de todas as distâncias. Não faço distinção do estímulo.
Já conhecia o Gazelle por posts escritos pelo Sérgio e em sites/blogs norte-americanos. Comprei em Orlando, nos EUA, em janeiro deste ano, por US$ 79,90. Se levasse um segundo modelo, teria 50% de desconto.
Entre os pontos favoráveis, destaco a leveza, a flexibilidade e ser realmente bem baixo, o que garante um contato maior com o solo. Apesar do drop de 4 mm, sinto ele mais “baixo” em relação ao contato com o solo do que outros de drop zero que tenho.
Negativamente, vi somente um problema: o cadarço do pé esquerdo, apesar de amarrar duas vezes (e firme) tem sempre desamarrado nos longões. No outro pé, nunca aconteceu. Deve ser algum problema de fabricação do cadarço.
Ao comprá-lo, imaginei que seria o número 9 (que não temos aqui), mas foi o 9,5 mesmo, que estou acostumado a usar no Brasil. Me incomoda modelos “macios”, gosto que os tênis sejam um pouco “duros” no sentido de sentirmos o chão, acredito que assim tenho um retorno mais rápido de potência. O que considero ideal nesse modelo. Além disso, como o material é bem flexível e mole, adapta-se bem ao pé, sem esquentar, mesmo em dias de muito calor.
O solado está resistindo bem (ele tem uma proteção extra na parte do antepé, mas nada no calcanhar). Tenho feito todos os longões com ele. Na sequência, foram 18 km, 21 km, 24 km, 27 km e 30 km, além de outras rodagens e tiros na pista de atletismo. Está totalmente aprovado.
Não senti, desde o primeiro dia, dor alguma diferente com ele. Antes de calçã-lo, cheguei a pensar que as panturrilhas poderiam sentir um pouco, mas não, nada. Acredito também que é por já estar muito bem adaptado a modelos como esse. Não gosto de correr sem meias, me incomoda, mas para quem tem esse costume, olhei bem as costuras e não deve incomodar. Com meias, não há qualquer ponto de atrito.
No geral, hoje, posso dizer que o Gazelle é meu tênis favorito. Tanto que irei utilizá-lo na Maratona de Boston, em abril, sem dúvida alguma na escolha."
Observação: Antes de antes de receber o texto do André, me atualizei sobre os tênis com um lojista que tinha ido à pré-venda de modelos para o segundo-semestre e tive uma má notícia: "Acho que vai dar drop", ele me disse. "Drop" é quando não há quantidade suficiente de pedidos para justificar a importação do modelo. Liguei para um conhecido na Adidas e ele me confirmou que a possibilidade de "drop" era muito grande. Às vezes acontece da marca decidir trazer os modelos e arcar com os custos por "acreditar' nos tênis, ou simplesmente por política da marca. Mas, infelizmente esse não parece ser o caso,
Fiquei extremamente decepcionado. Na verdade, achei esquisito. Todas as marcas que investiram em tênis minimalistas (e também os "pero no mucho") fizeram questão de trazer os tênis para cá. Exemplo: Skechers, New Balance, Nike, Asics, Saucony e, por último, a Mizuno que fará a venda exclusiva dos tênis da série EVO (leia aqui) exclusivamente em lojas especializadas. Até a Puma confirmou que lançara o FAAS 100 por aqui no semestre que vem (leia aqui). Por que a Adidas decidiu não fazer "força" pela linha Adipure? Será que é porque pode soar contraditório lançar uma linha de tênis que confiam ao corredor a eficiencia da sua técnica e ter acabado de embarcar uma campanha mundial com o Energy Boost (leia aqui), que, em teoria, "ajuda" você a correr mais rápido?
Bom, conjecturas e questionamentos à parte, quem gostou do Gazelle terá que pedir para algum amigo trazê-lo do exterior ou comprar em lojas on-line lá fora, pedir para entregar aqui e pagar os impostos. Boa sorte!
No ano passado eu tinha feito um post sobre a linha de minimalistas que a Adidas estava lançando no exterior (leia aqui). Conversei com o pessoal da marca alemã por aqui e a previsão era que essa linha iria chegar ao Brasil no segundo semestre deste ano. Fui lendo o que se falava a respeito dos tênis e o pessoal era só elogios. Quando o André foi à Maratona da Disney em janeiro deste ano, comprou um par do Gazelle e, é claro que encomendei um "review" sobre os tênis. Obrigado, André!
"Corro desde 2008, treinando mais especificamente com planilhas a partir de 2010. Comecei a baixar gradualmente, tanto a altura quanto o peso, dos tênis em maio de 2011, depois que fiz o último longão para a Maratona de Porto Alegre e senti dores no joelho direito. Tive de ficar alguns dias de "molho" e recebi do Sérgio Rocha um modelo da K-Swiss mais baixo. Corri sem dores a prova e, a partir daí, fui percebendo as diferenças entre os modelos tradicionais e os de competição. Foi um caminho sem volta, chegando hoje também até os minimalistas ou com características minimalistas. Ah, desde então, nunca mais meu joelho doeu.
Tenho todos os meus recordes pessoais (18:50 nos 5 km, 39:37 nos 10 km, 1:26:32 nos 21 km e 2:59:55 nos 42 km) com tênis de performance ou minimalistas. Por sinal, uso os modelos para qualquer tipo de treinos: tiros, rodagem, longões e provas de todas as distâncias. Não faço distinção do estímulo.
Já conhecia o Gazelle por posts escritos pelo Sérgio e em sites/blogs norte-americanos. Comprei em Orlando, nos EUA, em janeiro deste ano, por US$ 79,90. Se levasse um segundo modelo, teria 50% de desconto.
Entre os pontos favoráveis, destaco a leveza, a flexibilidade e ser realmente bem baixo, o que garante um contato maior com o solo. Apesar do drop de 4 mm, sinto ele mais “baixo” em relação ao contato com o solo do que outros de drop zero que tenho.
Negativamente, vi somente um problema: o cadarço do pé esquerdo, apesar de amarrar duas vezes (e firme) tem sempre desamarrado nos longões. No outro pé, nunca aconteceu. Deve ser algum problema de fabricação do cadarço.
Ao comprá-lo, imaginei que seria o número 9 (que não temos aqui), mas foi o 9,5 mesmo, que estou acostumado a usar no Brasil. Me incomoda modelos “macios”, gosto que os tênis sejam um pouco “duros” no sentido de sentirmos o chão, acredito que assim tenho um retorno mais rápido de potência. O que considero ideal nesse modelo. Além disso, como o material é bem flexível e mole, adapta-se bem ao pé, sem esquentar, mesmo em dias de muito calor.
O solado está resistindo bem (ele tem uma proteção extra na parte do antepé, mas nada no calcanhar). Tenho feito todos os longões com ele. Na sequência, foram 18 km, 21 km, 24 km, 27 km e 30 km, além de outras rodagens e tiros na pista de atletismo. Está totalmente aprovado.
Não senti, desde o primeiro dia, dor alguma diferente com ele. Antes de calçã-lo, cheguei a pensar que as panturrilhas poderiam sentir um pouco, mas não, nada. Acredito também que é por já estar muito bem adaptado a modelos como esse. Não gosto de correr sem meias, me incomoda, mas para quem tem esse costume, olhei bem as costuras e não deve incomodar. Com meias, não há qualquer ponto de atrito.
No geral, hoje, posso dizer que o Gazelle é meu tênis favorito. Tanto que irei utilizá-lo na Maratona de Boston, em abril, sem dúvida alguma na escolha."
Observação: Antes de antes de receber o texto do André, me atualizei sobre os tênis com um lojista que tinha ido à pré-venda de modelos para o segundo-semestre e tive uma má notícia: "Acho que vai dar drop", ele me disse. "Drop" é quando não há quantidade suficiente de pedidos para justificar a importação do modelo. Liguei para um conhecido na Adidas e ele me confirmou que a possibilidade de "drop" era muito grande. Às vezes acontece da marca decidir trazer os modelos e arcar com os custos por "acreditar' nos tênis, ou simplesmente por política da marca. Mas, infelizmente esse não parece ser o caso,
Fiquei extremamente decepcionado. Na verdade, achei esquisito. Todas as marcas que investiram em tênis minimalistas (e também os "pero no mucho") fizeram questão de trazer os tênis para cá. Exemplo: Skechers, New Balance, Nike, Asics, Saucony e, por último, a Mizuno que fará a venda exclusiva dos tênis da série EVO (leia aqui) exclusivamente em lojas especializadas. Até a Puma confirmou que lançara o FAAS 100 por aqui no semestre que vem (leia aqui). Por que a Adidas decidiu não fazer "força" pela linha Adipure? Será que é porque pode soar contraditório lançar uma linha de tênis que confiam ao corredor a eficiencia da sua técnica e ter acabado de embarcar uma campanha mundial com o Energy Boost (leia aqui), que, em teoria, "ajuda" você a correr mais rápido?
Bom, conjecturas e questionamentos à parte, quem gostou do Gazelle terá que pedir para algum amigo trazê-lo do exterior ou comprar em lojas on-line lá fora, pedir para entregar aqui e pagar os impostos. Boa sorte!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Adidas Boost: será que o "retorno de energia" é uma coisa tão importante assim?
Quem lê os blogs e sites que recomendo aqui, deve ter acompanhado o lançamento do Adidas Boost. A Adidas diz que irá revolucionar o mercado de running com um novo composto de entressola feito de TPU (Poliuretano termoplático) que dá 85% de retorno de energia a mais do que a tradicional espuma de EVA (Etil Vinil Acetato).
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Das questões levantadas (que eu faço coro) e as que eu tenho são as seguintes:
1) Onde estão os estudos comparativos com pessoas correndo de verdade em laboratórios de biomecânica? Como Peter Larson e Amby Burfoot disseram, não somos esferas de metal e nosso corpo tem músculo, tendões e articulações que se comportam de maneiras bem distintas. Também não somos "ovos" como na propaganda do "Gel" da Asics.
2) Maior retorno de energia se traduz em menor energia despendida na corrida? Em quanto isso afetará o rendimento do atleta? Porque esses dados não estão disponíveis?
3) Se o atleta tem boa técnica de corrida, ele realmente precisa de um calçado que melhora o retorno de energia?
4) Se a entressola aumenta o retorno de energia a níveis nunca antes vistos "nesse país" e até capaz de baixar para sub 2 horas o recorde mundial da maratona, isso não é uma ajuda ilegal, assim como foram considerados os tênis da Spira (leia aqui)?
5) Será que essa ajuda da entressola só é útil para quem usa o calcanhar para correr (que é menos eficiente), já que na corrida natural diminuimos o impacto da corrida ao usar o antepé e, portanto, geramos menos ação e reação do solo?
6) Adianta ter um monte de "retorno de energia" se o tênis pesa 280 gramas e tem 10 mm de drop? É sabido que o peso do calçado interfere diretamente na performance do altleta...
7) O tênis custa US$ 150 nos EUA, mais caro que um Nimbus, por exemplo. Quanto será que vai custar por aqui? R$ 700?!
8) Durante anos e anos o importante não era o amortecimento (ex. gel Asics)? Por que agora, de repente, para "revolucionar" a corrida, o retorno de energia virou a bola da vez?
9) Ser mais resistente a altíssimas e baixíssimas temperaturas vai adiantar algo para nós aqui no Brasil? Deve ajudar aqueles malucos que correm os 217 km da Badwater, com certeza, pois dizem que a sola do tênis derrete por lá (a temperatura chega a 55 graus...).
Lembrem-se! O mais importante na corrida é você, o seu treinamento e a sua técnica. Você é o protagonista. O tênis é apenas um ator coadjuvante nessa história. O Danilo Balu certa vez me disse uma coisa que se aplica diretamente a essa tecnologia: "o ser humano é muito arrogante em pensar que pode melhorar algo que passou por milhares de anos de evolução e seleção natural".
O amigo Antônio Colucci, que faz parte de um grupo de corredores que recebe produtos da Adidas com antecedência, reproduziu o release oficial da marca e dá mais algumas informações sobre o tênis aqui. Mais informações no site oficial da Adidas aqui
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Das questões levantadas (que eu faço coro) e as que eu tenho são as seguintes:
1) Onde estão os estudos comparativos com pessoas correndo de verdade em laboratórios de biomecânica? Como Peter Larson e Amby Burfoot disseram, não somos esferas de metal e nosso corpo tem músculo, tendões e articulações que se comportam de maneiras bem distintas. Também não somos "ovos" como na propaganda do "Gel" da Asics.
2) Maior retorno de energia se traduz em menor energia despendida na corrida? Em quanto isso afetará o rendimento do atleta? Porque esses dados não estão disponíveis?
3) Se o atleta tem boa técnica de corrida, ele realmente precisa de um calçado que melhora o retorno de energia?
4) Se a entressola aumenta o retorno de energia a níveis nunca antes vistos "nesse país" e até capaz de baixar para sub 2 horas o recorde mundial da maratona, isso não é uma ajuda ilegal, assim como foram considerados os tênis da Spira (leia aqui)?
5) Será que essa ajuda da entressola só é útil para quem usa o calcanhar para correr (que é menos eficiente), já que na corrida natural diminuimos o impacto da corrida ao usar o antepé e, portanto, geramos menos ação e reação do solo?
6) Adianta ter um monte de "retorno de energia" se o tênis pesa 280 gramas e tem 10 mm de drop? É sabido que o peso do calçado interfere diretamente na performance do altleta...
7) O tênis custa US$ 150 nos EUA, mais caro que um Nimbus, por exemplo. Quanto será que vai custar por aqui? R$ 700?!
8) Durante anos e anos o importante não era o amortecimento (ex. gel Asics)? Por que agora, de repente, para "revolucionar" a corrida, o retorno de energia virou a bola da vez?
9) Ser mais resistente a altíssimas e baixíssimas temperaturas vai adiantar algo para nós aqui no Brasil? Deve ajudar aqueles malucos que correm os 217 km da Badwater, com certeza, pois dizem que a sola do tênis derrete por lá (a temperatura chega a 55 graus...).
Lembrem-se! O mais importante na corrida é você, o seu treinamento e a sua técnica. Você é o protagonista. O tênis é apenas um ator coadjuvante nessa história. O Danilo Balu certa vez me disse uma coisa que se aplica diretamente a essa tecnologia: "o ser humano é muito arrogante em pensar que pode melhorar algo que passou por milhares de anos de evolução e seleção natural".
O amigo Antônio Colucci, que faz parte de um grupo de corredores que recebe produtos da Adidas com antecedência, reproduziu o release oficial da marca e dá mais algumas informações sobre o tênis aqui. Mais informações no site oficial da Adidas aqui
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Adidas e Nike com um pezinho no minimalismo
Não confunda com o Nike Free Run 3, que é 5.0. Essas graduações - 3.0, 5.0, 7.0 etc - foram inventadas pela marca quando desenvolveram a plataforma Free. A idéia era graduar o quanto se fica perto do chão, portanto, quanto menor a graduação, mais, digamos assim, "descalço".
O Free tem algumas características de tênis minimalistas como a forma larga e a flexibilidade extrema. Na verdade, pode-se dizer que foi a Nike que começou com essa história de tênis que fazem com que você corra como se estivesse descalço - isso em 2004. Mas o problema, a meu ver, foi permanecer com amortecimento alto e não terem zerado o "drop" (diferença de altura entre o calcanhar e a frente dos pés). No caso, o 3.o tem um drop de 4 mm e o 5.o tem 7.2 mm. E é por isso que não considero os Free minimalistas, mas o 3.0 está quase lá.
A marca reconhece que não conseguiu "trabalhar" bem o marketing da novidade à época (2004), tanto que os Free(s) tiveram vida muito curta aqui no Brasil e o 3.0 nunca havia chegado por aqui. Com essa nova demanda por tênis mais livres (desculpe-me o trocadilho), a Nike voltou para a prancheta para colocar os Free no forno com o mesmo conceito original, mas com o cabedal adotando as tecnologias mais recentes da marca, como colagens a laser e tecidos mais "inteligentes".
O que realmente diferencia o 3.0 é o desenho do solado, em que os sulcos de flexibilidade acompanham melhor a anatomia dos pés. Antes que alguém pergunte, sim, o tênis da foto é a versão feminina.
Quando colocar as mãos, quero dizer, os pés em um Free 3.0, passo minhas impressões para vocês.
Ah! Ele custa R$ 330 e o pesa 200 gramas (BR 42).
ADIDAS. Foi divulgado no site Minimalist Running Shoe os novos tênis da coleção Adipure que serão lançados no segundo semestre nos EUA.
A marca alemã decidiu apostar na transição do "drop" a partir de três modelos de tênis. O primeiro é o Motion, que tem 11 mm de drop, depois vem oGazelle, com 7 mm e finalmente o Adapt, com 4 mm - mesmo drop do Free 3.0 da Nike.
É claro que o que mais me atrai é o Adapt, que apesar de não ser drop zero, tem um cabedal que mais parece uma meia e foi muito elogiado pelo site, pois é feito de um tecido elástico (ele está presente nos três modelos). Aliás, por que não fizeram um modelo sem drop nenhum? Podia ser uma mescla dos nomes da marca Adipure Adizero...
No Brasil? Sem previsão ainda.
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